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Opinião da Gazeta

Vila Velha: Terminal de Itaparica continua dando vexame

Fica a pergunta: os R$ 2,5 milhões necessários para a recuperação da lona vão resolver definitivamente a sequência de rompimentos, quando há chuvas mais intensas?

Publicado em 21 de Fevereiro de 2024 às 01:00

Públicado em 

21 fev 2024 às 01:00

Colunista

Terminal
Chuva destrói cobertura de lona do Terminal de Itaparica em Vila Velha Crédito: Reprodução
Mais R$ 2,5 milhões vão sair dos cofres públicos para mais um reparo na lona do Terminal de Itaparica, em Vila Velha. Um dinheiro que escoa pela correnteza como nas chuvas que, mais uma vez,  provocaram o rompimento da estrutura.  Desde a inauguração da reforma, em 2021, foram registrados quatro episódios em que a membrana de proteção não suportou a força dos temporais, dois somente em janeiro deste ano.
Mas os problemas vêm de antes e se confundem com a própria história do terminal, que nasceu em 2009, após obras que levaram cinco anos para serem concluídas. Foram R$ 12,4 milhões em investimentos. Em junho de 2013,  o desabamento de parte da cobertura, durante um vendaval que atingiu a Grande Vitória, danificou a estrutura.
Após uma interdição por irregularidades estruturais que ameaçavam a segurança dos passageiros, a antiga estrutura do terminal foi sepultada em 2018. Foram mais de dois anos de reconstrução até a reinauguração em 2021.
Esse extenso prelúdio é necessário para justificar as razões do "vexame" estampado no título, substantivo que já havia sido utilizado em outro editorial, em 2021. Afinal, o Terminal de Itaparica coleciona prejuízos e danos estruturais numa recorrência que incomoda demais os contribuintes e cidadãos. Quem sofre na pele é o usuário, afetado pela falta de segurança constante.
Os R$ 2,5 milhões necessários para a recuperação da lona vão resolver definitivamente a sequência de rompimentos, quando há chuvas mais intensas? De acordo com a  Companhia Estadual de Transportes Coletivos de Passageiros do Estado do Espírito Santo (Ceturb-ES),  a empresa fará a soldagem de equipamentos, consertos na membrana danificada, destensionamento e retensionamento de toda estrutura, além da execução das manutenções preventivas e corretivas, vistoria dos cabos e soldas, e limpeza das membranas. O prazo para conclusão dos trabalhos é de 90 dias.
Outro questionamento que é sempre feito a cada novo dano causado pelas chuvas é se é mesmo viável manter essa estrutura de lonas. O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Espírito Santo (Crea-ES) recomendou que, caso ela seja mantida,  será necessário adotar um sistema de acompanhamento diário do local.  Na vistoria, o Crea-ES flagrou a utilização de cola e adesivo, soluções improvisadas inaceitáveis em um local no qual transitam milhares de pessoas diariamente.
O Terminal de Itaparica carece de uma solução que o tire dessa situação vergonhosa, de ser motivo de piada (com boas doses de indignação) a cada vez que chove. A infraestrutura precária tem impacto na própria qualidade dos serviços de transporte público e na segurança do cidadão que depende desse serviço.

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