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Opinião da Gazeta

STF confirmou o que não pode ser esquecido: liberdade de imprensa é inegociável

Informar com correção é um dever da imprensa; do contrário, só resta omissão

Publicado em 03 de Junho de 2026 às 01:00

Públicado em 

03 jun 2026 às 01:00
Redação de A Gazeta

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Redação de A Gazeta

Sede do STF, em Brasília
Sede do STF, em Brasília Valter Campanato / Agência Brasil

Uma informação de interesse público, com impacto na vida das pessoas, deve ser iluminada pelo jornalismo, sem qualquer tipo de interferência das partes envolvidas. O que não pode faltar é o direito ao contraditório. Informar com correção é um dever da imprensa; do contrário, só resta omissão.


O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, ao cassar na semana passada a determinação judicial que obrigava a TV Gazeta, A Gazeta e g1 ES a reescreverem e removerem posts e reportagens sobre o indiciamento dos cirurgiões-dentistas Mariana Laranja e Nathan Laranja, consolidou esse amparo legal à missão jornalística. Confirmou aquilo que está cristalizado na Constituição, a liberdade de imprensa não está aberta a negociações. Protegê-la é prezar a democracia.


A defesa da imprensa livre vem carregada de responsabilidades: buscar e se munir de fontes oficiais e diversas e abrir espaço para a defesa dos envolvidos. Uma cartilha seguida à risca  no caso do indiciamento da dentista, que tem mais de 400 mil seguidores nas redes sociais. 


Só essa popularidade já justifica o interesse público, uma vez que pacientes denunciaram deformidades, infecções e sequelas após procedimentos estéticos realizados em sua clínica. Como permitir que tantas pessoas não tenham acesso a uma informação tão relevante sobre a atuação desses profissionais? Não é permitido ao jornalismo se calar. Muito menos ser calado.


O caminho nunca é fácil. O jornalismo profissional por vezes encontra nessa trilha interesses contrários e toda a sorte de pressões para não cumprir o seu papel. Mas, quando está ciente de suas obrigações e comprometido com a precisão dos fatos, encontra a lei ao seu lado. Como aconteceu agora com a decisão do STF.

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