Com o prazo de declaração de Imposto de Renda chegando ao fim, ainda sem o impacto da isenção de quem recebe até R$ 5 mil, que só passa a valer nas declarações do próximo ano, o brasileiro mais uma vez reflete sobre o peso dos impostos em sua vida financeira.
Não é à toa, segundo o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário, são 149 dias em que se trabalha exclusivamente para pagar tributos.
A reclamação é antiga, e enquanto o processo de implementação da reforma tributária se fixa como um tema central no país, crescem as expectativas de que o cenário melhore. Com a reforma, o Brasil não terá redução nem aumento na carga tributária.
O que vai haver é mais transparência, com o contribuinte tendo acesso à informação de quanto está pagando de imposto já no momento da compra. A simplificação também é um ponto central que, no futuro, segundo especialistas, pode vir a reduzir a carga, com a queda da sonegação. Ou seja, a reforma pode ser um pontapé inicial para dar um alívio ao bolso. Tudo vai depender da sua efetividade.
Conhecimento é um caminho para mudanças, e é nisso que se baseia o Dia Livre de Impostos (DLI), que será realizado nacionalmente nesta quinta-feira (28). É preciso ter a noção do quanto se gasta para lutar por um novo cenário tributário. A gasolina vai ser vendida em um posto de Vitória a R$ 4,84, o que deixa evidente ao consumidor o tamanho do rombo. Outras lojas também vão vender produtos sem incidência de tributos.
Mais que uma economia momentânea, é uma experiência pedagógica. Os impostos são essenciais para a manutenção dos serviços públicos, e essa a dimensão que o contribuinte deve ter: o que está sendo pago está tendo retorno nesse sentido?
A percepção é a de que falta eficiência na destinação dos recursos arrecadados. Como sociedade, precisamos manter a cobrança, tanto por mais qualidade dos serviços quanto por menos pressão tributária. Em algum momento, as coisas podem começar a melhorar.
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