Foi decisiva a atuação das forças policiais nas investigações que levaram ao indiciamento de dez pessoas em Colatina pelo envolvimento em um esquema de corte de fios de internet para forçar moradores a contratar os serviços clandestinos comercializados pelo grupo.
Decisiva porque a polícia conseguiu cortar o mal pela raiz, antes que o negócio ilegal se consolidasse, criando mais uma frente de financiamento do tráfico local.
Não é o primeiro registro dessa prática no Espírito Santo. A colunista Vilmara Fernandes mostrou em 2024 que traficantes na Grande Vitória passaram a cobrar pedágio de empresas que prestavam o serviço.
A extorsão foi a solução encontrada pelos criminosos para manter a lucratividade já que não detinham conhecimento técnico para manter sua própria provedora de internet clandestina.
Independentemente da forma como os criminosos tentam se enveredar pelo negócio, o que se faz imprescindível é a atuação vigilante do poder público diante dessas movimentações.
E isso só é possível quando as vítimas denunciam, como no caso do corte de fios em Colatina. Esse tipo de atuação miliciana não pode ter espaço para se expandir, sob o risco de se tornar incontrolável.
Comercialização clandestina de serviços é um problema sério na Grande Vitória, assim como também é no interior. Cidades de médio porte como Colatina estão cada vez mais vulneráveis às investidas do tráfico, e as autoridades de segurança pública precisam estar prontas para blindá-las.
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