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Opinião da Gazeta

Petróleo: projeto de R$ 4,5 bi no ES ainda aguarda licença, de quem é o prejuízo?

A burocracia tem um preço, e quem paga não são somentes as empresas, mas a própria população, que deixa de se beneficiar das oportunidades que vêm a reboque

Publicado em 09 de Outubro de 2024 às 01:00

Públicado em 

09 out 2024 às 01:00

Colunista

FPSO Frade, que vai ser conectada ao óleo retirado em Wahoo
FPSO Frade, que vai ser conectada ao óleo retirado em Wahoo Crédito: Divulgação/PRIO
Imagine uma empresa com um projeto que prevê  R$ 4,5 bilhões de investimentos em petróleo e gás no Espírito Santo nos próximos cinco anos, o que vai demandar produtos e serviços com potencial de movimentar ainda mais dinheiro  e gerar empregos para a população.
Pois bem, essa é a Prio, a maior petroleira independente do Brasil, que pretendia dar início à produção do campo de Wahoo, no extremo sul do litoral capixaba, no primeiro semestre deste ano, mas não teve sucesso ainda. A empresa colocou esse campo do pré-sal entre os seus investimentos prioritários, mas sem conseguir a mesma atenção dos órgãos fiscalizadores: até o momento espera licenças ambientais e demais autorizações para começar a operar. Neste ano, servidores do Ibama e da Agência Nacional do Petróleo entraram em greve. 
A burocracia tem um preço, e quem paga não são somentes as empresas, mas a própria população, que deixa de se beneficiar das oportunidades que vêm a reboque. Essa não é a primeira nem a última vez que a demora para conseguir a documentação colocou em risco até mesmo a consolidação dos investimentos.
Nas últimas semanas, o anúncio feito pela Prio do acordo para a compra de 40% do campo de petróleo de Peregrino, na Bacia de Campos (RJ), causou apreensão no setor produtivo capixaba por parecer um movimento de desistência. Felizmente, uma ameaça já descartada pela própria empresa, que garantiu o investimento no Estado à coluna de Abdo Filho. Mas o atraso das licenças não deixa de ser um inibidor de investimentos.
A produção de petróleo e gás precisa ser cercada de segurança, o regramento ambiental não é mero acessório. É um assunto que precisa ser encarado com seriedade, para evitar tragédias. Mas ao mesmo tempo, e o Brasil vive dando exemplos dessa demora, é preciso ter mais agilidade nessas decisões. No mínimo, as empresas deveriam ter respostas que justifiquem os atrasos. O risco de se perder oportunidades econômicas é algo inconcebível em um país que carece de investimentos.
Vale lembrar, são  R$ 4,5 bilhões de investimentos previstos. É toda uma cadeia produtiva a ser beneficiada, sem falar nos retornos em arrecadação. O excesso de burocracia acaba sendo um inimigo da população, que deixa de usufruir de mais qualidade de vida.

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