Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

  • Início
  • Editorial
  • Petróleo e gás: ES precisa estar preparado para futuro incerto
Opinião da Gazeta

Petróleo e gás: ES precisa estar preparado para futuro incerto

Investimentos em novos campos e na própria exploração serão fundamentais para manter o ritmo da indústria de petróleo

Publicado em 09 de Abril de 2025 às 01:00

Públicado em 

09 abr 2025 às 01:00

Colunista

Petróleo
Barril de petróleo Crédito: Shutterstock
2027 é logo ali. É até este ano que, considerando investimentos anunciados e confirmados presentes no Anuário da Indústria de Petróleo e Gás do Espírito Santo, a produção de petróleo no Estado vai manter um crescimento de 11,2%, e a de gás natural, 10,4%. No ano seguinte, como registrado pela coluna de Abdo Filho, a indústria deve entrar em decaimento natural, com perda de capacidade de produção.
Investimentos em novos campos e na própria exploração serão fundamentais para manter o ritmo da indústria de petróleo, atualmente responsável por 8% das receitas tributárias capixabas e 25% da indústria capixaba. A previsão, de acordo com o Anuário, é de R$ 44,2 bilhões em investimentos no setor de petróleo e gás nos próximos cinco anos. São sete projetos, e somente a Petrobras  tem planos de movimentar R$ 35 bilhões no Espírito Santo até 2029.
É importante que a estatal seja realmente audaciosa em sua estratégia para o Estado, com seu plano de negócios apostando na  retomada do auge da produção de petróleo no Espírito Santo. São sobretudo as pesquisas e os investimentos em exploração que vão propiciar o anúncio de descobertas. Há também boas perspectivas com a  produção do navio-plataforma Maria Quitéria, em operação de outubro de 2024 no Parque das Baleias, atingindo o auge em 2026, com 100 mil barris de óleo por dia.
O ambiente de negócios, ao mesmo tempo, precisa colaborar, para que os investimentos desembarquem. No ano passado, a situação da Prio, com um  projeto que prevê R$ 4,5 bilhões de investimentos em petróleo e gás no Estado, chamou atenção. A empresa pretendia dar início à produção do campo de Wahoo, no extremo sul do litoral capixaba, no primeiro semestre de 2024, mas dependia da licença ambiental que só foi concedida no início de março deste ano.
O setor de petróleo segue com boas perspectivas, mas como é um  recurso não renovável, também é cercado de incertezas. A indústria precisa estar amparada por estratégias robustas para a transição energética, mas o Estado tem feito o dever de casa  nos últimos anos  para promover mais diversidade econômica.
E não se pode esquecer da fundalmental existência do Fundo Soberano, abastecido pelos royalties, para proteção das próximas gerações diante do fim das reservas. Atualmente, são quase R$ 2 bilhões. Há, felizmente, políticas de Estado assertivas para que a economia capixaba não seja dependente do setor, com capacidade de mudanças de perfil. 

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

O serralheiro Ilário Mongin completa 68 anos nesta terça-feira (5)
Pescador à deriva no litoral do ES foi resgatado no dia do aniversário
Com o início no dia 27/04, a campanha busca atrair o público de alto padrão, trazendo opcionais interessantes no cartão.
Banestes lança a campanha do Banescard Visa Absoluto, o novo cartão de alto padrão do banco
Filme é Assim que Acaba
Blake Lively e Justin Baldoni encerram disputa judicial

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados