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Opinião da Gazeta

Gastos com vereadores no ES: monitorar é proteger o dinheiro público

A radiografia das despesas das 78 câmaras capixabas registrada no anuário Finanças dos Municípios Capixabas 2026 mostrou que os valores para manter as estruturas legislativas cresceram 9,8% em 2025

Publicado em 15 de Julho de 2026 às 05:00

Públicado em 

15 jul 2026 às 05:00
Redação de A Gazeta

Colunista

Redação de A Gazeta

Plenário da Câmara de Presidente Kennedy
Plenário da Câmara de Presidente Kennedy Divulgação

Com frequência, este jornal noticia que Câmaras Municipais do Espírito Santo aprovam aumentos de diárias para viagens e dos próprios salários, criam benefícios como auxílio-alimentação para os próprios vereadores ou promovem reajustes expressivos nos já existentes, entre outros gastos que vão ter impacto no orçamento. 


O bom e velho "não existe almoço grátis", porque alguém paga a conta. E nesses casos todos sabem que o dinheiro sai do bolso do contribuinte.


A radiografia das despesas das 78 câmaras capixabas registrada no anuário Finanças dos Municípios Capixabas 2026 mostrou que os valores para manter as estruturas legislativas cresceram 9,8% em 2025, na comparação com o ano anterior, chegando a R$ 616,7 milhões. O registro foi feito pela colunista Letícia Gonçalves.


A Câmara de Presidente Kennedy, no Sul do Estado, viu as despesas avançarem 75,1%, de R$ 3,3 milhões, em 2024, para R$ 5,7 milhões, em 2025. Foi, assim, o município capixaba com maior crescimento relativo.


No mesmo período, como apontou a coluna de Abdo Filho, as despesas das prefeituras capixabas, no primeiro ano de mandato, ficaram em R$ 26,03 bilhões, 3,6% abaixo dos quase R$ 27 bilhões de 2024. Um freio que ocorreu sobretudo com cortes nos investimentos, também de acordo com o anuário.


Dois mundos bem diferentes, como se vê.


No caso das câmaras, é notório que os gastos são primordialmente com custeio e pessoal. Aquelas movimentações legislativas citadas no início deste texto mostram bem esse destino, e em muitos casos há decisões questionáveis, que escapam do interesse público. O controle social se faz necessário, para que não haja abusos.


O controle dos gastos é a base de uma boa gestão pública. Estar de olhos atentos às decisões dos vereadores no uso dos recursos públicos é uma contribuição substancial do jornalismo profissional. É monitorando as despesas que se protege o dinheiro público.


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