Nenhum brasileiro ligado ao futebol vai negar, ainda na ressaca da eliminação da Seleção Brasileira, que continua sonhando com melhores resultados em campo. 2030 não vai demorar a chegar, e o que se espera é que seja mais bem-sucedido para o esporte mais popular do país. Enquanto isso, vale aproveitar este momento para expandir os desejos.
Porque para se tornar uma potência esportiva são necessários investimentos em esportes de rendimento, mas é preciso ter também a dimensão de base, com dinheiro destinado aos esportes comunitários, com aplicação em infraestrutura e recursos humanos. O esporte sendo tratado como política pública transformadora, tirando crianças e jovens da vulnerabilidade e criando sentido para suas vidas.
No Espírito Santo, o Tribunal de Contas divulgou a lista dos dez municípios com o maior investimento per capita no esporte, sendo Marilândia a campeã. Chamou atenção a ausência de municípios da Grande Vitória entre os dez mais. Para avaliar a qualidade do investimento, contudo, é necessário ter um acompanhamento sistemático de resultados.
Em âmbito federal, no fim do ano passado a Lei de Incentivo ao Esporte se tornou permanente, consolidando-se como um caminho para empresas e pessoas físicas destinarem parte do imposto para patrocínio ou doação a projetos esportivos e paradesportivos.
O esporte precisa ser encarado como um setor estratégico, pois consegue unir ganhos sociais e econômicos. É um braço importante da educação, ajudando a construir um senso ético que pode ser aplicado em outras áreas determinantes para o desenvolvimento do país.
É determinante também para garimpar novos talentos, aqueles que podem levantar a taça da Copa do Mundo no futuro. Mas pode fazer muito mais do que imaginamos pelo Brasil.
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