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Opinião da Gazeta

Não podemos perder a chance de vacinar os adolescentes contra o HPV

O que o Ministério da Saúde pede é que estados e municípios ampliem a vacinação para além da busca ativa nas unidades de saúde

Publicado em 03 de Julho de 2026 às 05:00

Públicado em 

03 jul 2026 às 05:00
Redação de A Gazeta

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Redação de A Gazeta

Vacina de HPV
Vacina de HPV Shutterstock

A prorrogação da vacinação de adolescentes de 15 a 19 anos contra o HPV é a oportunidade de ampliar a cobertura vacinal para barrar uma das doenças que mais mata mulheres até 36 anos, o câncer de colo de útero. É um investimento no futuro, que precisa contar com o engajamento das famílias.


A faixa etária de 15 a 19 anos está sendo vacinada dentro da estratégia de resgate vacinal de jovens que não receberam a dose na idade recomendada, que é entre 9 e 14 anos, de acordo com o calendário nacional para crianças e adolescentes. Ou seja, uma segunda chance para a proteção.


Mais uma vez, é preciso confiar na ciência e não ceder à desinformação. Como mostrou o médico e colunista de A Gazeta Lauro Ferreira Pinto, pesquisadores britânicos publicaram no periódico The Lancet o primeiro estudo a comprovar a influência da vacina na taxa de mortalidade. O que ficou evidenciado é que a vacina salva mesmo vidas.


Enquanto isso, a estratégia de vacinação no Brasil até o momento não atingiu a meta de mais de 600 mil adolescentes. Até junho, foram  287 mil jovens imunizados. Ampliar esse número é sinônimo de saúde.


O que o Ministério da Saúde pede é que estados e municípios ampliem a vacinação para além da busca ativa nas unidades de saúde. Escolas, universidades e outros locais de alta circulação de pessoas da faixa etária devem ser procurados para intensificar esse alcance. As vacinas estão disponíveis, o que ainda está faltando é quem as receba.


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