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Opinião da Gazeta

Investimento em reúso da água em Vitória é compromisso com a segurança hídrica

O caminho segue aquelas que são consideradas boas práticas de gestão ambiental em um cenário que será cada vez mais desafiador, com as mudanças climáticas que já testemunhamos

Publicado em 06 de Julho de 2026 às 05:00

Públicado em 

06 jul 2026 às 05:00
Redação de A Gazeta

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Redação de A Gazeta

Estação de tratamento Mulembá
Estação de tratamento de esgoto Mulembá, no bairro Joana Darc, Vitória Carlos Alberto Silva

O reúso da água, sobretudo pelo setor industrial, é uma das conversas mais importantes a serem disseminadas no que diz respeito à sustentabilidade. E o cenário que se desenha em Vitória nesse sentido é muito positivo, quando se vê que a concessionária que passou a ser responsável pelo saneamento do município desde abril tem planos de transformar a Capital na primeira do país a converter 100% do esgoto tratado em água de reúso.


É uma meta ousada, mas vale lembrar que uma das empresas que integra o consórcio Espírito Santo Saneamento, que assumiu o esgoto de Vitória e de outras 34 cidades, é a espanhola GS Inima, que também venceu um outro leilão para a construção, já iniciada, e a gestão da Estação de Produção de Água de Reúso (Epar) da região de Camburi


E já há um acordo com um futuro cliente: a ArcelorMittal Tubarão. É uma opção vantajosa para empresas: água com menor custo.


O caminho segue aquelas que são consideradas boas práticas de gestão ambiental em um cenário que será cada vez mais desafiador, com as mudanças climáticas que já testemunhamos. Água de reúso é uma medida que reduz o desperdício e ajuda a diversificar a matriz hídrica, diante de possíveis cenários de escassez. 


Quando o esgoto sanitário, ao ser tratado, passa a ser usado como água de reúso para atividades industriais, é possível aumentar a segurança hídrica para a sociedade em suas atividades essenciais. 

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