O reúso da água, sobretudo pelo setor industrial, é uma das conversas mais importantes a serem disseminadas no que diz respeito à sustentabilidade. E o cenário que se desenha em Vitória nesse sentido é muito positivo, quando se vê que a concessionária que passou a ser responsável pelo saneamento do município desde abril tem planos de transformar a Capital na primeira do país a converter 100% do esgoto tratado em água de reúso.
É uma meta ousada, mas vale lembrar que uma das empresas que integra o consórcio Espírito Santo Saneamento, que assumiu o esgoto de Vitória e de outras 34 cidades, é a espanhola GS Inima, que também venceu um outro leilão para a construção, já iniciada, e a gestão da Estação de Produção de Água de Reúso (Epar) da região de Camburi.
E já há um acordo com um futuro cliente: a ArcelorMittal Tubarão. É uma opção vantajosa para empresas: água com menor custo.
O caminho segue aquelas que são consideradas boas práticas de gestão ambiental em um cenário que será cada vez mais desafiador, com as mudanças climáticas que já testemunhamos. Água de reúso é uma medida que reduz o desperdício e ajuda a diversificar a matriz hídrica, diante de possíveis cenários de escassez.
Quando o esgoto sanitário, ao ser tratado, passa a ser usado como água de reúso para atividades industriais, é possível aumentar a segurança hídrica para a sociedade em suas atividades essenciais.
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