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Opinião da Gazeta

Está difícil de engolir o novo quebra-quebra na Leitão da Silva

O que não dá mesmo para entender é por que essa etapa da reforma da avenida não foi realizada antes da inauguração

Publicado em 15 de Janeiro de 2020 às 04:00

Públicado em 

15 jan 2020 às 04:00

Colunista

Buracos estão próximos aos postes que foram recentemente trocados pela EDP Crédito: Larissa Avilez

Quem acreditou que as pedras não rolariam mais na Leitão da Silva após a sua inauguração, em dezembro passado, está frustrado, ou muito irritado, com os transtornos que permanecem na via, nas proximidades da Av. César Hilal.

Tudo porque a EDP só teve autorização para a instalação de novos postes após a conclusão da obra, e o quebra-quebra voltou a tomar conta de um trecho, desta vez nas calçadas, colocando pedestres em risco e causando desordem no trânsito com a interdição da faixa mais próxima.

Na semana passada, um trecho mais extenso — cerca de cem metros de faixa — foi fechado ao tráfego por conta desses reparos da empresa de energia. A previsão de finalização informada na ocasião foi a última segunda-feira (13), mas nesta terça (12) as calçadas mais à frente permaneciam em obras, completamente destruídas. A fiscalização do cumprimento dos prazos é um dever da prefeitura.

Esse contratempo póstumo é mais que um novelo burocrático, é resultado de desorganização e falta de planejamento. O local precisou ser liberado pelo Departamento de Edificações e de Rodovias do Espírito Santo (DER-ES) para que a EDP iniciasse a instalação dos postes, permissão que só é dada com pareceres técnicos e o pagamento do serviço.

O que não dá mesmo para entender é por que essa etapa da reforma da Leitão da Silva não foi realizada antes da inauguração.

Por ter sido uma obra que se tornou tão emblemática para o Espírito Santo, com a cobrança constante da população pelo seu término, é inadmissível que essa etapa importante do projeto não estivesse prevista para ser executada ao longo dos longos seis longos anos de duração, em que a região, de tão desfigurada pelas obras, chegou a lembrar um cenário pós-apocalíptico, o que afetou diretamente o comércio local.

Faltou capacidade de elaborar um cronograma que incluísse essa fase. Para piorar, a destruição das calçadas recairá para o contribuinte, pois a reconstrução será bancada pelo DER. Ou seja, com dinheiro público.

É uma confusão sem tamanho, e não há outra responsável senão a incapacidade de gerenciamento que persegue a condução das obras públicas, em qualquer esfera. É vergonhoso que a avenida volte a ser um canteiro de obras um mês após a inauguração. Para piorar, em 2 de fevereiro mais três postes serão trocados, segundo a EDP. Com mais transtorno a caminho, haja paciência!

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