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Espírito Santo pode ganhar expertise em eventos com Mundial Sub-17

Sediar um evento da Fifa é um acaso que não pode ser desperdiçado, principalmente pelo aprendizado importante para os setores econômicos envolvidos

Publicado em 02/11/2019 às 05h00
Atualizado em 02/11/2019 às 05h00
Na Copa do Mundo Sub-17, no Kleber Andrade, Senegal goleou os Estados Unidos por 4 a 1 no domingo (27). Crédito: Ricardo Medeiros
Na Copa do Mundo Sub-17, no Kleber Andrade, Senegal goleou os Estados Unidos por 4 a 1 no domingo (27). Crédito: Ricardo Medeiros

Quis o destino que Cariacica se tornasse uma das sedes da Copa do Mundo Sub-17 após a desistência do Peru, que não conseguiu cumprir os requisitos da Fifa. Com o Brasil na jogada, a oportunidade rolou para os pés do Espírito Santo, Estado ainda sem tradição na organização de eventos internacionais desse porte.

Um acaso que não pode ser desperdiçado, principalmente pelo aprendizado importante para os setores econômicos envolvidos. E tão necessário quanto encarar o desafio é aproveitar a festa proporcionada pelas jovens seleções que estão fazendo do estádio Kleber Andrade a sua casa. Há um valor simbólico importante para a própria autoestima capixaba.

Não se brinca com a sorte: é possível que, se a transferência da competição tivesse ocorrido na primeira metade desta década, a disposição da Fifa para permitir a realização do Mundial por aqui fosse outra. A Grande Vitória, desde então, passou por algumas transformações relevantes.

Para começar, um dos maiores entraves logísticos para o turismo foi superado, com a inauguração de um aeroporto mais moderno, com potencial de maior movimentação de passageiros. A porta de entrada para o território capixaba passou a condizer com o desenvolvimento das últimas décadas.

O próprio Kleber Andrade é uma cria recente. O estádio, um aparelho estatal que desde a sua inauguração em 2014 não conseguiu alcançar a autossuficiência e já consumiu mais de R$ 7 milhões em manutenção, está aberto a fontes de recursos das mais inusitadas, como a realização de casamentos.

É positivo, portanto, que com o Mundial os gramados estejam fazendo o futebol reinar, e o Kleber Andrade assim pode manter a sua essência. O estádio passou, inclusive, por obras importantes para se encaixar ao “padrão Fifa”.

A construção de um legado a partir dessa experiência cabe ao próprio poder público e ao setor empresarial capixaba: os frutos virão se cada um dos atores souber aproveitar o aprendizado para adquirir expertise. Não é nada que se compare às expectativas para o Brasil em 2014, de investimentos que naufragaram com os desvios milionários que transformaram o tal legado da Copa em uma ressaca que ainda não passou; o Rio de Janeiro principalmente vive isso na pele.

Dadas as devidas proporções, é possível tirar proveito de um acontecimento esportivo que aquece a cadeia produtiva de turismo e eventos, mobilizando a hotelaria e o setor de serviços, que precisam estar preparados para novas dinâmicas receptivas e assim atingirem um nível de excelência e profissionalização.

O aparato estatal se organiza para dispor a segurança, bem como gerenciar o transporte público. É a chance de verificar falhas que podem ser aprimoradas.

A Copa do Mundo Sub-17 deve ser também exaltada pelo que se propõe: proporcionar a ida ao estádio para um evento de alto nível, para testemunhar a atuação de futuros craques. Assim como os jogadores, o próprio Espírito Santo entra em campo para adquirir tarimba.

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