A morte de um bebê de sete meses, em decorrência de meningite causada pela bactéria Haemophilus influenzae em Vila Velha, a 14ª perda neste ano para a doença no Espírito Santo, é uma triste notícia que coloca todos em alerta. No ano passado, segundo informação da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), entre 1º de janeiro e 21 de junho, foram 24 óbitos por meningite em todo o Estado.
Uma importante aliada para que essa e outras doenças graves não se alastrem é a vacinação. As vacinas são a principal estratégia de proteção coletiva. As mortes evidenciam a necessidade da imunização como forma de proteger a si mesmo e ao outro, evitando a circulação de infecções com alto grau de letalidade. É um pacto social.
Em relação à imunização contra meningite, houve avanços em 2025. Na vacinação de crianças com menos de 2 anos, o Espírito Santo alcançou, segundo balanço do Ministério da Saúde, a meta ótima ou de avanço significativo em 12 das 16 vacinas do Calendário Nacional. Dessas 12, seis estavam acima da meta ideal preconizada. Dois desses casos eram de vacinas contra a meningite: a Meningocócica Conjugada (1º reforço) foi uma das que superou a meta. Já a Meningo C foi classificada como "avanço significativo".
Depois da pandemia de Covid-19 que, é sempre bom lembrar, só foi contida com a chegada das vacinas, em um esforço global inédito, falar de vacina virou algo cansativo, mesmo entre aqueles que entendem que há um trabalho científico que garante a segurança dos imunizantes. Mas falar de vacina é falar de vida saudável. É sempre oportuno reforçar que há um calendário vacinal no serviço público de saúde ao qual a população precisa estar permanente atenta.
A Sesa disponibiliza neste link as vacinas disponíveis para crianças, adolescentes, adultos e idosos, além de gestantes e trabalhadores da saúde no Espírito Santo. Se a Covid dominou a cena no início desta década, é preciso estar atento a outras campanhas sazonais, como a vacinação contra a gripe: aplicada anualmente em grupos prioritários, no ano passado foi ampliada a toda a população. Neste ano, a campanha começou em 28 de março. São informações que precisam circular. Dengue, febre amarela, tétano, HPV... a depender da faixa etária, as vacinas que protegem dessas doenças estão disponíveis no serviço público.
O sucesso das campanhas da imunização, como o caso do enfrentamento da meningite em crianças, é um estímulo ainda maior para que se continue falando de vacina, o tempo todo. Governos federal e estadual, bem como as prefeituras, devem sempre investir e insistir na comunicação, nesse sentido. Quando se fala em saúde, não pode haver descanso. Qualquer oportunidade de promover a vacinação deve ser aproveitada, para que volte a ser um hábito incorporado por todas as famílias, sem influência de qualquer negacionismo. Estamos no caminho.