Uma rodovia ampla, duplicada e moderna, uma das paisagens rodoviárias mais bonitas do Espírito Santo, um verdadeiro cartão-postal do maciço costeiro que é avistado durante todo o percurso.
É isso que o Contorno do Mestre Álvaro, trecho de 19,7 quilômetros da BR 101, entrega a quem passa por ele desde que foi inaugurado, há pouco mais de dois anos.
Justamente por isso, é racionalmente inconcebível que já esteja passando por obras para correções estruturais. Mas, convenhamos, a situação é a cara do Brasil quando se fala em obras de infraestrutura. Não é incomum que os problemas comecem a aparecer precocemente.
Há de se fazer as ressalvas de que, neste caso, pelo menos não estão sendo usados mais recursos públicos: o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) informou que não haverá custo adicional pois ainda vigora o período de garantia contratual da obra. Mas continua sendo um transtorno. E uma questão de segurança viária.
No mês passado, motoristas reclamavam de desníveis de até 15 centímetros na pista. No dia 1º de abril, uma estudante morreu ao cair da motocicleta da qual era passageira. Laudo da Polícia Rodoviária Federal informou que a causa provável do acidente foi um dos deníveis encontrados na rodovia.
Em novembro de 2025, a Ecovias Capixaba, concessionária que administra a BR 101, assumiu o Contorno do Mestre Álvaro, mas as intervenções na pista seguem sob responsabilidade do Dnit por conta da garantia que ainda vigora.
O órgão também explicou que o asfalto usado para reparar os danos, o que chamou a atenção de motoristas, é uma solução provisória e posteriormente será substituído pelas placas de concreto do projeto original da via.
No fim, o que se espera é que sejam reparos duradouros, que garantam segurança para quem trafega pela rodovia. É isso que importa e será uma cobrança permanente. Precisamos continuar avançando nos investimentos em infraestrutura. Mais do que entregar, é fundamental garantir a celeridade da execução e a qualidade da obra.
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