O que se viu e se discutiu na semana passada durante o Salão Capixaba de Turismo, o ESTour, mostrou que poder público, entidades e setor produtivo estão levando a expansão do turismo no Espírito Santo a sério, com vontade de fazer acontecer.
Até porque o desenvolvimento do setor deixou de permear apenas o discurso por uma necessidade imposta pela reforma tributária. Estamos, sim, em contagem regressiva por mais diversificação econômica. O turismo ganhou um protagonismo nesse processo, e as movimentações estão aparecendo.
O encontro, que recebeu mais de 650 profissionais da área de todo o país, entre agentes de viagens, guias e operadoras de turismo, exibiu o Espírito Santo na vitrine para quem interessa. Também envolveu grandes players do setor, colocou em campo estratégias de marketing e começou a criar uma imagem do território capixaba para fixá-lo no mapa dos viajantes.
O Espírito Santo, além da própria diversidade de atrações, do mar à montanha, se vendeu também como um estado estrategicamente localizado no país, a curtas distâncias de grandes centros urbanos. Tudo isso parece estar sendo acompanhado pela profisssionalização da cadeia turística, o que é essencial para garantir uma boa experiência ao turista. O boca a boca, no fim das contas, é o que ajuda a consolidar um destino turístico.
O trabalho em parceria com a Embratur para trazer um voo da Argentina para Vitória é um ponto importante, principalmente porque agora há alternativas mais viáveis na mesa, como os voos fretados. É preciso pensar alto, mas, caso não se torne realidade, o trabalho para se transformar em um destino doméstico é o que deve seguir mobilizando o setor.
Um destino turístico, para funcionar, precisa causar boa impressão e boas lembranças a quem o visita. Com investimento e profissionalização, o Espírito Santo é perfeitamente capaz de proporcionar momentos de lazer e contemplação, com conforto e segurança. O ESTour foi um bom sinal de que estamos fazendo o dever de casa.
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