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Por decisão judicial

Vorcaro é transferido para a superintendência da PF para discutir delação

Dono do Banco Master estava no Presídio Federal de Brasília; decisão foi tomada pelo ministro do STF André Mendonça

Publicado em 19 de Março de 2026 às 19:31

Agência FolhaPress

Publicado em 

19 mar 2026 às 19:31

BRASÍLIA - O dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, foi transferido nesta quinta-feira (19) do Presídio Federal de Brasília para a Superintendência da Polícia Federal do Distrito Federal, para discutir os termos de sua delação premiada.

A decisão foi tomada pelo ministro André Mendonça, do STF (Supremo Tribunal Federal), que relata os inquéritos sobre irregularidades relacionadas à instituição financeira.

Em nota, a Polícia Federal informou que "em cumprimento à decisão judicial proferida pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça, no âmbito da PET 15.711, realizou, nesta quinta-feira (19/3), a transferência do custodiado Daniel Bueno Vorcaro do Sistema Penitenciário Federal para a Superintendência da Polícia Federal no Distrito Federal".

Daniel Vorcaro, dono do Banco Master
Daniel Vorcaro está preso desde o dia 4 de março Crédito: YouTube/Reprodução

Vorcaro foi preso pela primeira vez em 17 de novembro, quando tentava embarcar para o exterior, no Aeroporto de Guarulhos. A PF desconfia que ele tentava fugir do país, mas ele argumenta que viajaria para encontrar investidores interessados em comprar o Banco Master.

Ele foi solto dez dias depois e voltou a ser preso em 4 de março deste ano, em fase da operação policial Compliance Zero que também atingiu servidores do Banco Central.

Na última semana, ele anunciou que uma troca na sua defesa, e substabeleceu procuração para o advogado José Luis Oliveira Lima, conhecido como Juca.

Juca já conduziu delações premiadas delicadas, como a do ex-presidente da OAS Leo Pinheiro na Operação Lava Jato.

O advogado também o ex-ministro José Dirceu na época do escândalo do mensalão, em 2012, e representou o general Braga Netto, ex-ministro de Jair Bolsonaro, no processo da tentativa de golpe de Estado no Brasil.

Segundo a coluna de Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, Vorcaro não pretende envolver ministros do Supremo em um eventual acordo relacionado ao Master e tem dito que fará isso apenas se for inevitável.

Liquidado pela autoridade monetária em novembro, o Banco Master já causou perdas de mais de R$ 50 bilhões a diferentes entidades, incluindo o FGC (Fundo Garantidor de Créditos) e fundos de pensão.

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