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Leilão

Área do Porto de Vitória é arrematada por R$ 165 milhões

Consórcio vencedor terá de construir terminal e investir R$ 120 milhões; concessão vale por 25 anos

Publicado em 22 de Março de 2019 às 14:03

Jose Ricardo Medeiros

Publicado em 

22 mar 2019 às 14:03
Área do Cais de Capuaba, no complexo do Porto de Vitória Crédito: Divulgação/Codesa

O consórcio Navegantes Logística, formado pelas distribuidoras de combustíveis Raízen, Ipiranga e BR Distribuidora, arrematou uma área de 74.156 metros quadrados do Porto de Vitória por R$ 165 milhões na manhã desta sexta-feira (22). O leilão aconteceu na B3 (antiga Bovespa), em São Paulo. A previsão é de que o vencedor invista cerca de R$ 120 milhões na construção de um novo terminal na área. A concessão será válida por 25 anos.

Como só um consórcio apresentou proposta, não houve necessidade de disputa lance a lance e o Navegantes Logística fez o arremate. Segundo o edital do leilão, os lances poderiam partir de R$ 1. Agora, o consórcio ficará responsável pela construção do Terminal de Granéis Líquidos, no Cais de Capuaba. Assim, será possível movimentar produtos como diesel, gasolina, álcool e biodiesel.

No leilão também foram arrematados três terminais do Porto de Cabedelo, na região da Grande João Pessoa, na Paraíba (PB). O consórcio Nordeste, também composto por Raízen, Ipiranga e BR Distribuidora, levou o complexo por R$ 54 milhões.

Na área do Porto de Vitória, o consórcio vencedor também deverá construir todo o maquinário e infraestrutura necessários para a movimentação de líquidos, segundo informou a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq).

A expectativa é de que o investimento seja de cerca de R$ 120 milhões antes de iniciar a movimentação de líquidos no terminal. Além do valor a ser investido, a empresa deverá pagar um aluguel fixo no valor de R$ 53.933,54 e um valor variável de R$ 4,05 por cada tonelada movimentada.

De acordo com a assessoria de imprensa da Companhia Docas do Espí­rito Santo (Codesa), o terminal vai aumentar em aproximadamente 700.000 toneladas por ano a movimentação de cargas no Porto de Vitória.

Segundo consta no edital, os quatro primeiros anos devem ser utilizados para a empresa fazer as adequações necessárias para o início da operação. Somente no quinto ano é que o contrato exige uma movimentação mínima de 113.120 toneladas.

A capacidade de armazenagem estática (tancagem) será de 60.000 metros cúbicos (m³). A previsão é de que as obras comecem em 2020 e que sejam gerados 450 empregos diretos e indiretos durante a implantação, além de 300 vagas diretas e indiretas no início das operações.

Área do Porto de Vitória é arrematada por 165 milhões de reais
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