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Previdência privada de mais risco chega a render 35% em 12 meses

Os fundos mais rentáveis têm uma boa fatia de investimentos em ações. Para quem não quer se arriscar tanto, há opções de multimercado

Publicado em 28/08/2019 às 11h59
Atualizado em 29/08/2019 às 06h21
Dinheiro. Crédito: Reprodução
Dinheiro. Crédito: Reprodução

Pouco atrativa e de baixa rentabilidade. Foi assim que a previdência privada ficou conhecida durante muito tempo. Com o leque de fundos pouco atrativos, as seguradoras passam por uma nova fase com planos mais arrojados e rentáveis. Alguns têm alta volatilidade, mas há opções que oscilam menos para não assustar alguns investidores.

Porém são esses fundos com mais riscos que têm garantindo maior lucratividade. Alguns tiveram retorno de 35,93% em 12 meses, chegando a ganhar do Ibovespa, que apresentou resultado de 28,61% no mesmo período.

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Com a reforma da Previdência, esses planos passaram a atrair o interesse de quem quer ter uma renda extra na aposentadoria. Para garantir uma rentabilidade maior, essas pessoas têm apostado em fundos de multimercado ou que com uma fatia maior em ações.

Entre agosto de 2018 e julho de 2019, o retorno médio de 1.477 fundos foi de 158,10% do CDI (taxa aplicada em empréstimos entre bancos que está atrelada à taxa básica de juros, a Selic). E foi exatamente as previdências de mais risco que renderam os melhores resultados.

Para aproveitar o lucro maior, alguns poupadores têm optado migrar suas previdências para planos mais diversificados. “A previdência privada abriu um novo leque de possibilidades para investir, o que é muito importante, já que apenas 1% da população consegue se aposentar por meios próprios. Por isso, o investidor que busca um ganho maior precisa sair das alternativas do passado. Pensando a longo prazo, o investidor arrojado que se dispõe a correr riscos poderá ter um retorno ainda maior", afirmou.

Ele explica que o investidor pode optar por deixar o dinheiro em um ou vários fundos, o que pode ser alterado ao longo do tempo dentro das opções de sua seguradora. "Tenho visto muitas pessoas com mais de 50 anos que tem previdência no banco e que não buscam correr riscos, ou seja, o perfil dessas pessoas é aquele mais estável. Mas há uma crescente de novos investidores de 30 anos que buscam correr riscos principalmente pela rentabilidade . O ideal nos dois casos é optar por sair de uma carteira conservadora e apostar em uma moderada", disse.

Mas o que fazer para ter segurança financeira ao se aposentar? Para o planejador Financeiro, Renan Lima, o primeiro passo é pesquisar o plano e a seguradora que mais se encaixa ao seu perfil. "O importante é que o investidor pesquise. Existe um universo de planos e de diferentes instituições. É necessário pesquisar e não ir na primeira seguradora, verificar performance, o dinheiro rendendo, e as taxas", afirmou.

Renan explica que existem dois tipos de aposentadorias privadas: o PGBL e VGBL, oferecidos por bancos ou seguradoras."Primeiro precisamos entender como funciona um fundo de previdência. É um investimento que possui duas fases: a de acumular e depois de resgatar. É feito um investimento inicial com aplicações mensais. Essa é a fase de acumular, aquela que o patrimônio fica rendendo. Depois é possível escolher como receber de volta os juros e o valor acumulado. Essa é a fase de resgatar", afirmou.

Já o especialista em investimentos André Pereira Mota da Valor Investimentos reforça que há vantagens e desvantagens na previdência privada. “Todo mundo terá que ter uma forma de poupança para longo prazo e a maioria não tem disciplina e conhecimento de gestão de patrimônio. Nesse ponto a previdência privada pode ser boa porque obriga a pessoa a guardar um dinheiro, mas se não souber escolher um bom fundo pode ter um investimento de baixa rentabilidade”, afirmou.

Com informações de Shirlane Arruda, do Curso de Residência da Rede Gazeta. Crédito: Divulgação
Com informações de Shirlane Arruda, do Curso de Residência da Rede Gazeta. Crédito: Divulgação

 

 

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