Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

  • Início
  • Economia
  • Polícia Federal no ES vai vender bitcoin apreendido de pirâmide
Decisão inédita

Polícia Federal no ES vai vender bitcoin apreendido de pirâmide

Cerca de 30 bitcoins, aproximadamente R$ 1 milhão, serão depositados em uma conta judicial para ser, futuramente, devolvido aos clientes da companhia investigada

Publicado em 

26 set 2019 às 12:57

Publicado em 26 de Setembro de 2019 às 12:57

Fraude com bitcoin prometia lucro de 20% ao mês e movimentava milhões no ES Crédito: Reprodução Internet
A Justiça Federal no Espírito Santo autorizou a Polícia Federal a vender cerca de 30 bitcoins - moeda digitalapreendidos durante a Operação Madoff. A ação fechou, em maio deste ano, uma empresa do Estado que atuava ilegalmente como gestora de investimentos em moedas digitais. A decisão é inédita no país.
A estimativa é que cerca de R$ 1 milhão (em valores atuais, com cada biticoin valendo R$ 34,4 mil), sejam depositados em uma conta judicial para, futuramente, ser devolvido aos clientes da companhia investigada.
Em maio deste ano, a Operação Madoff suspendeu as atividades da Trader Group, com sede em Laranjeiras, na Serra, acusada de ser uma pirâmide financeira no estilo ponzi. De acordo com a polícia, a companhia agia desde 2017 como uma corretora de valores, vendendo investimentos vinculados a bitcoins, semelhantes aos famosos fundos de ações. O esquema de fraude com bitcoin prometia lucro de 20% ao mês e movimentava milhões no Estado.
O problema é que a firma não tinha autorização nem da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) nem do Banco Central para atuar como gestora de recursos e como agente financeira. A investigação das ações da empresa começaram no ano passado e resultaram no fechamento do negócio e na apreensão do patrimônio.
No processo, a Justiça Federal entendeu que as criptomoedas pertenciam aos investidores e não aos investigados. Com isso, decidiu que as criptomoedas da empresa deveriam ser alienadas.
Em um primeiro momento, os recursos foram transferidos da conta da Trader Group para a da Polícia Federal
Na última segunda feira (23/9), em mais uma etapa do processo que corre na Justiça Federal, foi autorizada a conversão das criptomoedas apreendidas (bitcoins) na operação para real. Com a venda, o dinheiro arrecadado será depositado em conta judicial.
De acordo com o despacho da 2ª Vara Federal Criminal de Vitória, o dinheiro vai ser usado pela Justiça para restituir os valores investidos pelos clientes da Trader Group e como reserva de crédito, pedido feito pelo Ministério Público Federal.
A devolução do dinheiro aos titulares só será possível com a lista que contém os dados e extratos detalhados dos investidores.
PROCESSO
No início do mês, o Tribunal de Justiça do Espírito Santo (TJES) pediu que o processo contra a empresa Trader Group fosse julgado por ele. O órgão afirmava no pedido que por se tratar de comércio de bitcoin, o julgamento do caso não teria ligação com a Justiça Federal.
Porém, o processo está sendo analisado como crimes contra o sistema financeiro nacional e, por isso, permanece na esfera federal. 
 

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem BBC Brasil
'EUA estão vencendo, vencendo como nunca': Trump discursa sobre guerra no Irã
Imagem de destaque
Suspeito de matar estudante de Direito em Cariacica ligou para familiares dela durante velório
Imagem de destaque
MPES já havia notificado Prefeitura sobre rua que desabou em Jerônimo Monteiro

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados