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Crise Energética

"Pode ser que tenha que ocorrer algum racionamento", diz Mourão

O Brasil vive pior crise hídrica em 91 anos, e Aneel determinou taxa extra ainda mais cara na conta de luz; nesta terça (31), governo pediu esforço de redução do consumo de energia.

Publicado em 01 de Setembro de 2021 às 15:58

Agência Estado

Publicado em 

01 set 2021 às 15:58
O vice-presidente Hamilton Mourão
O vice-presidente Hamilton Mourão Crédito: Reprodução Twitter @GeneralMourao
O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, afirmou nesta quarta-feira (01º), que "pode ser que tenha que ocorrer algum racionamento" de energia elétrica em razão da crise energética no País. "O que eu tenho acompanhado é que o governo tomou as medidas necessárias, criou uma comissão para acompanhar e tomar as decisões a tempo no sentido de impedir que ocorra isso aí que você colocou, que haja apagão. Agora, pode ser que tenha que ocorrer algum racionamento. O próprio ministro (de Minas e Energia) falou isso", declarou Mourão nesta quarta a jornalistas quando questionado sobre a decisão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) de criar uma taxa extra ainda mais cara a ser cobrada na conta de luz.
No entanto, o ministro Bento Albuquerque vem dizendo publicamente não haver a possibilidade de racionamento. Em pronunciamento na terça-feira (31), ele afirmou que a "condição hidroenergética se agravou" e pediu aos consumidores que reduzam o desperdício de energia por meio de ações como usar chuveiro, ar-condicionado e ferro de passar de manhã ou nos fins de semana, mas não falou da possibilidade de racionamento.
A partir desta quarta-feira, entra em vigor a bandeira "escassez hídrica", que vai valer até 30 de abril de 2022.
A nova bandeira adiciona R$ 14,20 na conta de luz para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos. Até então, o preço mais elevado era o da bandeira "vermelha patamar 2", cujo valor era R$ 9,49, reajustado em junho.
O País vive a pior crise hídrica dos últimos 91 anos. Segundo o Operador Nacional do Sistema (ONS), os reservatórios do Sudeste e do Centro-Oeste, que correspondem a 70% da energia gerada no Brasil, estão com 21,3% da capacidade de armazenamento. A previsão do ONS é que esses reservatórios cheguem a 10% da capacidade em novembro.
Para Mourão, o atual cenário de risco de racionamento pode perdurar nos próximos anos, caso as usinas mantenham seus reservatórios em níveis considerados baixos. "A maior parte do uso da água é para atividade da agropecuária. Consumo humano é a menor parte, a outra é a geração de energia. Tem que haver uma dosagem nisso aí. É algo que a gente vai ter que enfrentar nos próximos anos, na minha visão, enquanto não houver recuperação plena dos reservatórios."
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