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Nova direção

Petrobras muda comando da Transpetro. Cristiane Marsillac é a nova presidente

Estatal opera o sistema de transporte e gás e já esteve envolvida nos escândalos da Lava Jato. Nova executiva já trabalhou em outras empresas de logística

Publicado em 02 de Março de 2020 às 12:08

Redação de A Gazeta

Publicado em 

02 mar 2020 às 12:08
Terminal Norte Capixaba Crédito: Edson Martins
Petrobras anunciou nesta segunda (2) a nomeação da engenheira naval Cristiane Marsillac para a presidência da Transpetro, subsidiária que opera o sistema de transporte de petróleo e gás da estatal e que também foi alvo das investigações da Operação Lava Jato.
Marsillac vai substituir Rubens Silvino, presidente da companhia desde 2015, quando assumiu o lugar do ex-senador Sergio Machado, que fez acordo de colaboração premiada para reduzir penas por recebimento de propina para direcionar obras da estatal.
Ela já atuou como executiva em companhias privadas de navegação, como a Mercosul Line, a Prumo Logística e a Bravante. Como outros indicados do presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, também passou pela Vale.
A Petrobras mudou também a diretoria financeira da Transpetro, com a indicação do engenheiro civil Gustavo Raposo, que estava na gerência executiva de Riscos Empresarias da Petrobras desde 2017. Raposo também trabalhou no Icatu Seguros e, entre 2005 e 2013, cuidou da área de gestão de riscos da Vale.
A Transpetro é responsável por operar 47 terminais de armazenamento de petróleo e gás e uma malha de 14,8 mil quilômetros de dutos no país. A empresa tem uma frota de 59 navios, parte deles construídos pelo programa de construção naval do governo Lula que foi alvo da Lava Jato.
A subsidiária tem ainda pendências desse período a resolver. Três navios contratados ao estaleiro Eisa Petro Um permanecem inacabados no estaleiro Mauá, na região metropolitana do Rio, e barcaças para transporte de etanol construídas em Araçatuba (SP) não têm uso. 
Parte de seus ativos foi incluído no plano de desinvestimentos da Petrobras, como infraestrutura das refinarias que serão colocadas à venda pela estatal ?cada uma das oito unidades em negociação será vendida em conjunto com terminais e dutos dedicados.
Segundo o plano, a Petrobras manterá apenas as refinarias do Rio e de São Paulo, concentrando grande parte de suas operações de movimentação e refino de petróleo na região Sudeste.
Em nota, a direção da Petrobras agradece Rubens Silvino, funcionário com mais de 40 anos de estatal, pelo "importante trabalho de reestruturação da companhia".

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