Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

  • Início
  • Economia
  • Ministro quer comissão para discutir reforma da Previdência de Bolsonaro
'Antirreforma'

Ministro quer comissão para discutir reforma da Previdência de Bolsonaro

Fala de Carlos Lupi fez mercado reagir: dólar subiu a R$ 5,4520, maior valor em cinco meses, e Bolsa caiu 2,08%

Publicado em 03 de Janeiro de 2023 às 20:32

Agência FolhaPress

Publicado em 

03 jan 2023 às 20:32
BRASÍLIA, DF - O ministro da Previdência, Carlos Lupi (PDT), afirmou nesta terça-feira (3) que quer criar uma comissão com representantes de sindicatos patronais, de empregados, de aposentados e do governo para discutir o que chamou de "antirreforma" da Previdência aprovada no governo de Jair Bolsonaro (PL).
Lupi tomou posse em cerimônia realizada no Ministério da Previdência.
Carlos Lupi, presidente do PDT e ministro da Previdência
Carlos Lupi, presidente do PDT e ministro da Previdência Crédito: José Cruz/Agência Brasil
Presidente do PDT, o novo ministro falou que vai resgatar a dignidade da aposentadoria. "Quero formar uma comissão quadripartite, com a representação dos sindicatos patronais, dos sindicatos de empregados, dos sindicatos de aposentados e o governo. Nós precisamos discutir com profundidade o que foi essa 'antirreforma' da Previdência", afirmou.
"Discutir com luz e com profundidade. Nós queremos que toda arrecadação destinada constitucionalmente para a Previdência esteja no balanço da Previdência", complementou.
Lupi foi confirmado para o comando da pasta em 29 de dezembro, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fechou o desenho do primeiro escalão de seu governo.
Em entrevista à Folha de S.Paulo, Lupi criticou pontos da reforma da Previdência formulada pelo governo Jair Bolsonaro e aprovada pelo Congresso em 2019. Ele avaliou haver "absurdos" no texto aprovado, sobretudo no que diz respeito à idade mínima para mulheres se aposentarem. Lupi defendeu uma flexibilização conforme a região do país.

Reação do mercado

A declaração do ministro só acentuou as reações negativas do mercado às ações iniciais do governo Lula: dólar e juros engataram novas altas na segunda sessão deste ano, enquanto a Bolsa apresentou forte queda.
Investidores já haviam voltado suas atenções ao longo desta terça-feira (2) às falas do novo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que intensificaram preocupações de que decisões políticas se sobreponham à necessidade de equilíbrio das contas públicas.
Temores no exterior quanto à desaceleração da economia global também contribuíam com a aversão aos investimentos de risco, prejudicando ainda mais os ativos brasileiros, principalmente no setor de exploração e distribuição de petróleo.
A moeda americana fechou em alta de 1,77%, cotada a R$ 5,4520 na venda, maior valor desde o final de julho. O Ibovespa, referência da Bolsa de Valores brasileira, recuou 2,08%, aos 104.165 pontos.
Piter Carvalho, chefe de mesa da Valor Investimentos, afirma que as declarações de Lupi sobre a revisão da reforma da Previdência pegaram "investidores locais já sem paciência, que já são contrários ao governo petistas e às mudanças nessas regras".

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Mislene de Jesus (destaque) colidiu com um carro em Vila Velha
Vídeo mostra acidente de moto que matou mulher em cruzamento de Vila Velha
Imagem de destaque
Dia Mundial da Asma: conheça os riscos da falta de tratamento
Sesc Domingos Martins vai reforçar quadro de pessoal para alta temporada
Mutirão de emprego em hotel tem vagas com salários de até R$ 4 mil no ES

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados