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Marketing com IA e inteligência humana: a união que vai dominar em 2026

Marketing com IA e inteligência humana: a união que vai dominar em 2026

Especialista explica como modelos híbridos entre tecnologia e sensibilidade estratégica podem impulsionar negócios digitais

Publicado em 22 de janeiro de 2026 às 12:31

A inteligência artificial não atua de forma única nem resolve sozinha todos os desafios do marketing (Imagem: Have a nice day Photo | Shutterstock)
A inteligência artificial não atua de forma única nem resolve sozinha todos os desafios do marketing Crédito: Imagem: Have a nice day Photo | Shutterstock

A inteligência artificial (IA) no marketing digital nada mais é que o uso de sistemas automatizados para apoiar tarefas como criação de conteúdo, análise de dados, segmentação de público e otimização de campanhas. Essas aplicações podem variar desde automações simples, como respostas automáticas e envio de e-mails, até modelos mais avançados capazes de gerar textos, imagens e prever comportamentos de consumo. Apesar de cada vez mais presente no dia a dia das empresas, a IA não atua de forma única nem resolve sozinha todos os desafios do marketing.

Em muitos casos, a principal dúvida de quem utiliza inteligência artificial não está relacionada à tecnologia em si, mas ao limite entre eficiência e perda de identidade. Automatizar processos pode trazer velocidade e escala, mas também levanta questionamentos sobre autenticidade, sensibilidade e capacidade de leitura humana. Por isso, o uso da IA no marketing não segue uma fórmula única e precisa considerar o tipo de negócio, o estágio da marca e, principalmente, a relação que se deseja construir com o público.

IA é realidade entre empresas líderes, mas integração ainda é desafio

Pesquisas ajudam a sustentar essa condução mais cuidadosa. Um estudo da McKinsey & Company aponta que 90% das empresas consideradas líderes em crescimento já utilizam inteligência artificial em suas estratégias, mas apenas 23% conseguem integrar essas ferramentas a uma atuação humana estratégica e contextualizada. O levantamento indica que o diferencial competitivo não está na adoção da IA em si, mas na capacidade de combiná-la com decisões humanas bem fundamentadas.

Nesse contexto, Leandro Ferrari, estrategista digital e cofundador do grupo XFlow, destaca que a tecnologia deve ser vista como ferramenta de apoio, e não como substituição da inteligência humana. “A IA entrega velocidade e volume, mas só gera valor quando guiada por quem entende de negócio. O algoritmo acerta mais quando a decisão é feita por alguém que domina o contexto”, afirma.

O estrategista observa que muitos profissionais ainda cometem o erro de delegar à IA decisões que exigem leitura emocional e estratégica. Segundo ele, tarefas como interpretação de comportamento do consumidor, ajuste de narrativa e escolha do momento certo de comunicar continuam dependendo da experiência humana. “ IA sem inteligência humana vira automação cega. O que move os negócios é a leitura precisa das necessidades do cliente, da jornada emocional e do timing certo”, explica.

O equilíbrio entre tecnologia e visão humana passa a ser central nas decisões de marketing em 2026  (Imagem: SuPatMaN | Shutterstock)
O equilíbrio entre tecnologia e visão humana passa a ser central nas decisões de marketing em 2026 Crédito: Imagem: SuPatMaN | Shutterstock

Equilíbrio entre automação e conexão com o público

Em alguns contextos, o uso da IA pode acelerar resultados e ampliar eficiência operacional. Em outros, o excesso de automação pode gerar distanciamento e perda de conexão com o público. Por isso, o equilíbrio entre tecnologia e visão humana passa a ser central nas decisões de marketing em 2026. A ausência de automação não significa atraso, assim como o uso irrestrito da IA não garante relevância.

Ao longo desse processo, a leitura humana continua sendo um diferencial estratégico. Mais do que produzir em escala, o marketing digital passa a exigir discernimento, empatia e capacidade de escolha. “O verdadeiro avanço não está em automatizar tudo, mas em saber exatamente o que não deve ser automatizado”, conclui Leandro Ferrari.

Por Eluan Carlos 

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