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Maior fabricante de cimento do mundo, LafargeHolcim quer deixar o Brasil

A empresa franco-suíça contratou o Banco Itaú BBA para assessorar a venda de sua operação no mercado brasileiro, segundo a agência de notícias Bloomberg. Grupo tem fábrica no Espírito Santo

Publicado em 21/04/2021 às 20h02
Emprego: construção civil
Trabalhador na construção civil: cimento. Crédito: Skeeze/Pixabay

A fabricante de cimento franco-suíça LafargeHolcim contratou o Banco Itaú BBA para assessorar a venda de sua operação no mercado brasileiro, segundo a agência de notícias Bloomberg. A transação poderia chegar a US$ 1,5 bilhão (R$8,5 bilhões) , de acordo com executivos ouvidos pela agência.

Maior empresa de seu setor, a LafargeHolcim tem 1.400 funcionários no Brasil e 90 mil no mundo. Segundo seu site oficial, conta com indústrias em São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Goiás.

De acordo com a Bloomberg, o movimento faz parte de ação da LafargeHolcim de vender ativos para diminuir sua dívida. A empresa tem se concentrado em cortar atividades fora da Europa e vendeu unidades em países como Indonésia, Malásia e Filipinas.

A decisão da empresa vem em um momento em que o mercado da construção mantém resultados positivos no Brasil, apesar da pandemia e da crise.

Segundo o Snic (Sindicato Nacional da Indústria do Cimento), o setor cresceu 19% no primeiro trimestre de 2021, na comparação com igual período do ano passado. A entidade afirma que foram vendidas 15,3 milhões de toneladas no trimestre, 5,5 milhões em março, mês que registrou alta de 34,6%.

O sindicato considera que a alta reflete boas condições climáticas, manutenção das obras programadas e construções feitas pelos próprios donos ou moradores. Mesmo assim, fala que o cenário é de incertezas, por causa do fechamento das lojas provocado pela pandemia e a queda na renda.

A LafargeHolcim já havia vendido ativos no Brasil, junto a mais unidades em outros países, para o grupo irlandês CRH, para cumprir com obrigações concorrenciais.

O anúncio se soma ao da da Sony, que anunciou o fechamento de sua unidade em Manaus (AM), e da Ford, que decidiu encerrar todas as atividades fabris no Brasil ainda neste ano.

A LG, após anunciar o encerramento de sua divisão de smartphones globalmente, colocou sua planta em Taubaté (SP) à venda.

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