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Primeiro no mundo

Islândia torna ilegal diferença de salários entre homens e mulheres

A lei entrou em vigor no dia 1º de janeiro e prevê multas para empresas que descumprirem a proibição
Redação de A Gazeta

Publicado em 

03 jan 2018 às 15:38

Publicado em 03 de Janeiro de 2018 às 15:38

Mulheres ainda ganham menos que homens Crédito: Pixabay
A Islândia se tornou o primeiro país do mundo a tornar ilegal a diferença de salários entre homens e mulheres. A lei entrou em vigor no dia 1º de janeiro e prevê multas para empresas que descumprirem a proibição de diferenças de remuneração por causa de gênero.
A nova legislação também estabelece que companhias e agências do governo com mais de 25 funcionários devem obter uma certificação para suas políticas de igualdade de remuneração entre os gêneros.
O país nórdico é líder há nove anos do Índice de Igualdade de Gênero do Fórum Econômico Mundial, em um levantamento que inclui 12 países. Em segundo lugar, está a Noruega, seguida pela Finlândia. No mundo, ainda há uma diferença de 75% dos salários de homens e mulheres, em média, segundo o Fórum. Em 2017, enquanto elas ganhavam US$ 12 mil por ano, eles recebiam US$ 21 mil.
"Este é um mecanismo para assegurar que mulheres e homens estão sendo pagos de forma igual. Temos legislação dizendo que o pagamento deve ser igual há décadas, mas ainda temos uma defasagem na remuneração", disse ao site da "Al Jazeera" Dagny Osk Aradottir Pind, integrante do Conselho da Associação de Direitos das Mulheres da Islândia. "Acho que agora as pessoas estão começando a perceber que este é um problema sistemático que devemos lidar com novos métodos. As mulheres vêm falando isso há décadas, isso aumentou o conhecimento, mas percebemos que a legislação em vigor não está funcionando, precisamos fazer mais".
O governo da Islândia se comprometeu a erradicar a diferença de remuneração entre homens e mulheres até 2022.

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