Guedes confirma mais 2 meses do auxílio emergencial e criação do Renda Brasil

Ministro disse que haverá ainda a unificação de programas sociais do governo e que o presidente Jair Bolsonaro vai lançar novo projeto para atender também aos invisíveis

Publicado em 09/06/2020 às 11h23
Atualizado em 19/08/2020 às 17h21
Paulo Guedes explicando que o governo descobriu vários trabalhadores que estavam à margem dos benefícios sociais
Paulo Guedes explicando que o governo descobriu vários trabalhadores que estavam à margem dos benefícios sociais. Crédito: TV Brasil/Reprodução

ministro da Economia, Paulo Guedes, confirmou nesta terça-feira (9) que o auxílio emergencial terá mais parcelas do que a quantidade inicialmente estimada pelo governo. Os recursos serão pagos aos trabalhadores informais, autônomos, desempregados e empreendedores individuais durante a pandemia do novo coronavírus.

Paulo Guedes

Ministro da Economia

"Por dois meses, nós vamos estender o auxílio emergencial. Nós estávamos num nível de emergência total a 600, vamos começar a aterrissagem com a unificação de vários programas sociais e o lançamento do renda brasil. Aprendemos com essa crise que havia 38 milhões de brasileiros invisíveis e que também merecem ser incluídos no mercado de trabalho. Também vamos lançar o programa de trabalho verde e amarelo"

Guedes considera que a extensão do auxílio emergencial por mais dois meses, em julho e agosto, marcará o período necessário para que haja uma organização do "retorno seguro ao trabalho", seguindo protocolos internacionais. O comentário foi feito durante reunião ministerial no Palácio da Alvorada, que é transmitida ao vivo pela TV Brasil.

No início da semana, o governo bateu o martelo e decidiu pagar mais duas parcelas aos trabalhadores informais - além das três primeiras parcelas inicialmente aprovadas, de R$ 600, com vigência até julho. O valor das novas parcelas é estimado em R$ 300, mas isso ainda não foi confirmado.

"O primeiro passo, vamos lançar essa camada de proteção, com a extensão do auxílio emergencial por dois meses, enquanto isso organiza-se a volta, o retorno seguro ao trabalho, dentro dos bons protocolos", disse o ministro no encontro.

Segundo Guedes, o governo espera que "nesses 60 dias haja uma organização de retorno seguro ao trabalho". "Depois entramos em uma fase, finalmente, de decolarmos novamente atravessando as duas ondas. Esse é o desafio", declarou o ministro da Economia.

Na reunião, o presidente Jair Bolsonaro disse que o Brasil é um dos países que mais conseguiu manter empregos com as medidas tomadas pelo governo federal. Ele disse que as medidas adotadas pelos Estados e municípios, com aval do Supremo Tribunal Federal (STF), como o isolamento social e fechamento de serviços e comércios não essenciais, tiveram mais efeito colateral que a própria ação do vírus.

Segundo ele a informação da OMS de que os assintomáticos não transmitem o coronavírus devem mudar as políticas de fechamento econômico e ele voltou a criticar o STF e os entes subnacionais. "Nós aqui ficamos praticamente delegados de dispensar recursos para Estados e municípios. E assim foram dispensados dezenas de bilhões de reais para combater o coronavírus".

Ele conta que visitou alguns bairros pobres em Brasília para ver a situação dos invisíveis e que a situação de alguns trabalhadores é de cortar o coração. Segundo ele, muitas pessoas não têm como ficar em casa porque não estão conseguindo mais sobreviver sem uma renda. Em tom crítico ao confinamento, ele disse que ficar em casa é ideal apenas para aqueles que estão em casa com a geladeira cheia e assistindo à Netflix.

Com informações da Agência Estado

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