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Governo Lula aumenta em 9% salário dos militares das Forças Armadas

Governo Lula aumenta em 9% salário dos militares das Forças Armadas

Reajuste será feito em duas parcelas; primeira será concedida a partir de 1º de abril; acordo por reajuste foi fechado em 2024 e formalizado em medida provisória publicada nesta sexta (28)

Publicado em 28 de março de 2025 às 15:03

BRASÍLIA - O governo Lula (PT) publicou nesta sexta-feira (28) uma medida provisória que aumenta em 9% o salário dos militares das Forças Armadas.

O reajuste será feito em duas parcelas. A primeira, de 4,5%, será concedida a partir de 1º de abril. A segunda só passa a valer em 1º de janeiro de 2026.

O governo estima um impacto de R$ 3 bilhões aos cofres públicos com o aumento salarial dos militares.

Militares do Exército brasileiro
Militares do Exército brasileiro Crédito: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

O salário nas Forças Armadas é composto pelo soldo e por adicionais de tempo de serviço, formação em cursos e de disponibilidade militar, entre outros. 

A remuneração dos cargos mais baixos das Forças (Recruta, Soldado, Soldado-Recruta, Marinheiro-Recruta, Soldado de Segunda Classe, Soldado-Clarim ou Corneteiro de Terceira Classe) passa de R$ 1.078 para R$ 1.127 em abril. Em janeiro de 2026, esse valor vai para R$ 1.177.

Nos cargos mais altos das Forças (almirante de Esquadra, General de Exército e tenente-brigadeiro), o soldo passa de R$ 13.471 para R$ 14.077 em abril, e R$ 14.711 a partir de janeiro de 2026. Já o salário bruto de um oficial-general de quatro estrelas — topo da carreira — pode superar R$ 40 mil.

O reajuste foi negociado entre o ministro da Defesa, José Mucio Monteiro, e o presidente Lula no último ano. O acordo foi fechado às vésperas do envio do projeto de lei com o Orçamento de 2025.

Trata-se do mesmo aumento de 9% dado pelo governo aos servidores públicos federais. No caso dos civis, o governo Lula deve enviar um projeto de lei para viabilizar o pagamento dos novos salários na folha de abril, com depósito em 2 de maio.

O reajuste salarial era um pleito dos chefes das Forças Armadas desde o início do governo Lula. Os militares receberam aumentos salariais durante quatro anos após a aprovação da reforma da Previdência das Forças, em 2019, mas os ganhos não acompanharam a inflação nos últimos anos.

José Mucio pede, desde 2023, um aumento salarial para os militares das Forças Armadas. Os pedidos foram negados pelo governo Lula durante a crise instalada após os ataques de 8 de janeiro.

Mucio dizia que o reajuste seria importante para trazer isonomia no tratamento entre civis e militares. O governo havia anunciado um aumento para servidores federais.

O ministro, porém, encontrou resistência de ministros da área econômica. Eles argumentaram que os militares haviam recebido aumentos salariais em 2019 enquanto os servidores civis perderam direitos com a aprovação da reforma da Previdência.

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