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Mais beneficiários

Governo apoia auxílio de R$ 600 a mães de adolescentes e pais solteiros

Proposta permite ainda benefício a quem ganhou mais de R$ 28,5 mil em 2018; custo a mais deve ficar em R$ 10 bilhões, segundo Ministério da Economia

Publicado em 16 de Abril de 2020 às 12:58

Redação de A Gazeta

Publicado em 

16 abr 2020 às 12:58
Aplicativo do caixa em que é feito o pedido do auxílio emergencial
Aplicativo da Caixa permite trabalhador pedir o auxílio emergencial Crédito: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
BRASÍLIA - Após a iniciativa do de ampliar a abrangência do auxílio emergencial de R$ 600 a informais, o governo informou nesta quinta-feira (16) que apoia as mudanças no programa, que permitirão o pagamento do benefício a um número maior de pessoas.
No início do mês, o presidente Jair Bolsonaro sancionou o projeto que instituiu o benefício de combate aos efeitos da crise do novo coronavírus. Os pagamentos já começaram a ser feitos.
Após a entrada em vigor, o Senado aprovou outro projeto de lei para ampliar o programa. O texto retira dos requisitos para receber o auxílio a exigência de renda máxima de R$ 28.559,70 em 2018 (mas estabelece que aqueles que tiverem rendimento superior e receberem auxílio deverão devolver o valor ao declararem o Imposto de Renda de 2021).
Com isso, pessoas que declararam rendimento superior naquele ano mas perderam renda agora poderão acessar o auxílio. O governo espera que a medida alcance carreiras como taxistas, motoristas de aplicativo e advogados.
O texto, que ainda depende de aprovação da Câmara, também especifica outras categorias autorizadas, como agricultores familiares e pescadores artesanais.
A medida ainda permite que mães menores de 18 anos que são trabalhadoras informais possam receber os recursos. Pais que criam filhos sozinhos também terão direito ao auxílio.
Pelos cálculos da equipe econômica, o custo total dessa ampliação será de aproximadamente R$ 10 bilhões aos cofres públicos.
"É uma mudança significativa, tem impacto relevante, mas, do ponto de vista social, é fundamental. O governo entendeu, junto com o Congresso, que a gente tem que apoiar", disse o secretário especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia, Bruno Bianco.

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