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Agronegócio

Espírito Santo começa a cultivar lúpulo para fabricação de cerveja

O ingrediente é responsável por conferir amargor e aroma à bebida

Publicado em 03 de Dezembro de 2018 às 00:13

Redação de A Gazeta

Publicado em 

03 dez 2018 às 00:13
Lúpulo Crédito: Pixabay | @RitaE
Malte, água, levedura e lúpulo. Essa é a mistura básica para a produção de cervejas. Mas uma novidade na Região das Montanhas do Estado, pode fazer com que a bebida ganhe um “sabor capixaba”. Trata-se do cultivo do lúpulo, ingrediente responsável por conferir o amargor e o aroma característicos da cerveja.
Em fase de desenvolvimento, a atividade, que se tornou uma alternativa de renda para o pequeno produtor rural, tenta ganhar espaço no mercado de compra do lúpulos.
Atualmente quase 100% dessa matéria-prima usada no país é importada, o que representa cerca de 4 mil toneladas em pellets (pequenos flocos) por ano e R$ 200 milhões em valores reais.
Apenas no Estado, há 16 cervejarias artesanais autorizadas a comercializar e mais quatro em processo de certificação, de acordo com a Associação dos Cervejeiros Artesanais do Espírito Santo (AcervaES).
“Queremos incentivar o cultivo de lúpulo no Espírito Santo para produzir cervejas cada vez mais capixabas. No ano que vem, estamos planejando um evento para reunir produtores de todo o país no Estado”, comenta o presidente da AcervaES, Sandro Rizzato.
PLANTIO
um dos cultivos mais expressivo do Estado está sendo realizado no CRDR Centro Serrano – Fazenda do Estado –, na região de Aracê, em Domingos Martins. A plantação experimental começou no ano passado e, neste ano, já foi realizada a primeira colheita.
“Temos 20 plantas. Neste primeiro ano, cada uma deu dois ramos que dão origem às flores, o que já esperávamos. Para o próximo ano, a colheita deve ser maior. Estimamos que cada pé dê cerca de 20 ramos e, cada um, 30 flores, no mínimo”, comenta o pesquisador do Incaper Jacimar Luis de Souza.
A flor, botanicamente é chamada de estróbilo e é usada para a fabricação da cerveja. Dentro dela é onde está o princípio da lupulina – pó amarelado, quase microscópico.
Ainda segundo o pesquisador, a planta é de fácil manejo, necessitando apenas de uma boa adubação, orgânica ou química. “A muda é feita por estaquia. Cortamos um talo, com dois a três nós, e colocamos para enraizar, depois plantamos. Ela é uma planta que exige muita luz do sol e gosta de locais frios”, explica.
O lúpulo é uma trepadeira. E, assim como o tomateiro e o maracujazeiro, deve ser conduzida verticalmente em estacas ou fios de aço , de 5 a 6 metros de altura. Na colheita, feita durante o verão, de janeiro a março, o produtor precisa cortar toda a folhagem e deixar apenas um pedaço do talo. No restante do ano, a planta hiberna.
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