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Empresa suíça assina contrato para administrar Aeroporto de Vitória

Concessionária vai investir R$ 323 milhões na melhoria do terminal nos próximos 30 anos e já abriu processo seletivo para contratação de pessoal

Publicado em 05/09/2019 às 15h18
Fachada do novo Aeroporto de Vitória: local será administrado por empresa suíça. Crédito: Fernanda Madeira
Fachada do novo Aeroporto de Vitória: local será administrado por empresa suíça. Crédito: Fernanda Madeira

A empresa suíça Zurich Airport assinou na manhã desta quinta-feira (5) o contrato de concessão para administrar o Aeroporto de Vitória e o de Macaé (RJ). Os dois terminais foram arrematados em março pela concessionária por R$ 437 milhões pelo período de 30 anos em leilão realizado na Bolsa de Valores. A empresa inclusive já começou a seleção de funcionários para o aeroporto.

O contrato passa a ter eficácia a partir desta sexta-feira (6), iniciando o período de transição em que o aeroporto terá administração compartilhada com a Infraero. Essa transferência operacional, conforme prevê o edital, pode durar até 125 dias. Os terminais de Vitória e Macaé serão administrados pela subsidiária da Zurich denominada Aeroportos Sudeste do Brasil S.A. (ASeB).

Com isso, conforme o Gazeta Online já havia noticiado, a expectativa é de que a Zurich só assuma totalmente o Aeroporto de Vitória na quinzena de janeiro de 2020. Até lá, a empresa irá se preparar para assumir a gestão, inclusive treinando e contratando pessoal.

“As concessões dos aeroportos de Macaé e Vitória são importantes para o crescimento da Zurich Aiport no Brasil. Por meio da empresa Aeroportos Sudeste do Brasil S.A. (ASeB), atuaremos em parceria com os poderes públicos locais para oferecer as melhores soluções de infraestrutura e promover o aumento de passageiros. Também buscaremos a excelência nos serviços, o que caracteriza as operações que o grupo administra em vários países”, afirma Stefan Conrad, CEO da Zurich Aiport Latin America.

A empresa

Empresa 100% subsidiária do grupo suíço Zurich Airport, a Aeroportos Sudeste do Brasil tem sede em Vitória e foi criada para administrar os dois aeroportos recém-conquistados. Segundo a companhia, o objetivo é implantar o alto padrão de qualidade, satisfação e segurança da Zurich, que também é proprietária e operadora do Aeroporto Internacional de Zurich (Suíça), avaliado como um dos melhores do mundo.

Ao longo dos 30 anos de concessão, estão previstos R$ 323 milhões em investimentos no Aeroporto de Vitória para melhorias, adequações e ampliações previstas em contrato, além de R$ 268 milhões no terminal de Macaé. A maior parte dessas obras deverão ser realizadas nos primeiros cinco anos de concessão.

”Administrar o Aeroporto de Vitória é um marco importante para a companhia, que desde 2012 está no Brasil. Um dos nossos desafios será atrair mais passageiros e implantar voos internacionais. Estabeleceremos o padrão de gestão da Zurich Airport, com valorização da qualidade e novas propostas de envolvimento dos players de transporte de passageiros e cargas”, afirma Matthias Poeter, CEO da Aeroportos Sudeste do Brasil.

No Brasil, o grupo é representado pela Zurich Airport Latin America, e já possuía duas operações no país: o Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em  Confins (MG), em sociedade com a CCR; e Aeroporto Internacional de Florianópolis (SC), que este mês ganhará um novo terminal construído pela Zurich.

Contratações

O processo de seleção de pessoal para trabalhar no Aeroporto de Vitória já está aberto. Para se candidatarem às vagas disponíveis os candidatos deverão acessar o site da empresa. As inscrições e o cadastro de currículos serão aceitos exclusivamente pelo site até as vagas serem preenchidas.

Conforme o Gazeta Online mostrou, a concessionária está contratando profissionais para atuar nas áreas comercial, engenharia, financeira, jurídica, operações aeroportuárias, recursos humanos e tecnologia da informação.

Como será a transição

O período de transição, denominado no contrato como fase I-A, terá duas etapas. Na primeira, a concessionária terá 40 dias para apresentar o Plano de Transferência Operacional à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), que terá mais 40 dias para analisá-lo e aprová-lo.

Nessa etapa, os representantes da concessionária já poderão ter livre acesso a todas as instalações do aeroporto, observadas as normas de segurança em vigor.

Já no estágio 2, segundo a Anac, a concessionária deverá executar as atividades previstas em contrato para este momento, "em especial, constituir o Comitê de Transição, treinar e mobilizar mão de obra e adquirir os itens de estoque necessários para iniciar as atividades no aeroporto".

A duração da segunda etapa vai variar em cada aeroporto. Nos terminais com movimentação igual ou superior a 1 milhão de passageiros por ano, como o de Vitória, o estágio 2 terá duração mínima de 45 dias. Já para aeroportos com movimentação inferior a 1 milhão de passageiros/ano, como o de Macaé, a etapa durará no mínimo 15 dias.

Empregados da Infraero terão preferência

O contrato de concessão conta com um tópico específico para trata dos funcionários da Infraero que atuam no aeroporto. Segundo a Anac, a partir da assinatura do contrato, a concessionária poderá selecionar os empregados da Infraero que serão transferidos para a nova operadora, cabendo a estes empregados a decisão de continuar na Infraero ou aceitar a transferência.

Se aceitarem migrar para o quadro da Zurich, o que somente ocorrerá ao final do período de transição, eles terão garantia de emprego até 31 de dezembro de 2020.

Além disso, o contrato prevê a concessionária, na seleção de quadro de empregados, deverá dar preferência entre os candidatos que entenda preencher os requisitos para a contratação, aos empregados da Infraero atualmente lotados no aeroporto.

Com isso, os empregados da Infraero que forem transferidos para a Zurich em até 18 meses após o fim da transição, além da garantia de emprego até o final de 2020, terão garantida também a manutenção da vinculação ao Infraprev (Instituto Infraero de Seguridade Social).

Já os empregados da Infraero que não forem transferidos à concessionária, poderão ser aproveitados por outros órgãos da Administração Pública Federal ou até terem um eventual desligamento feito pela estatal, "dentro dos mais seguros limites da legalidade e otimização do interesse público", informou a Anac.

 

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