Publicado em 24 de novembro de 2021 às 15:50
Motivado por um expressivo montante de resgates de títulos, o estoque da dívida pública federal apresentou um recuo de 1,29% em outubro. O total foi de R$ 5,443 trilhões em setembro para R$ 5,373 trilhões no encerramento do mês passado, uma redução de R$ 70 bilhões, informou o Tesouro Nacional nesta quarta-feira (24). >
No mês, houve um resgate total de R$ 272,3 bilhões em títulos, o segundo maior da série histórica, enquanto o volume de emissões ficou em R$ 146,4 bilhões. Com isso, o saldo foi de um resgate líquido de R$ 125,8 bilhões.>
Com a persistência da inflação alta e a elevação das taxas de juros, houve um impacto negativo sobre o custo da dívida pública. Em outubro, houve uma piora no custo médio de emissão dos títulos públicos brasileiros, subindo de 6,9% ao ano para 7,5% ao ano.>
"Esse aumento é respondido pelo movimento de juros, não só da Selic, como de toda a curva de juros. Isso contribui para que o custo médio das emissões aumente", disse o coordenador-geral de Operações da Dívida Pública, Luis Felipe Vital.>
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A dívida pública do governo federal é o endividamento contraído pelo Tesouro Nacional para financiar despesas e cobrir o déficit orçamentário, além da rolagem da dívida.>
O governo emite títulos públicos que dão direito a uma remuneração previamente acordada com os detentores. Em momentos de crise e instabilidade, diante do aumento da percepção de risco, o mercado cobra do governo uma remuneração mais alta para investir nos títulos.>
De acordo com o Tesouro, a percepção de risco observada no Brasil em outubro foi pior do que em outros países, o que elevou a curva de juros.>
No período, o destaque na área fiscal foi a discussão da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que limita o pagamento de precatórios -dívidas do governo reconhecidas pela Justiça- e altera regras orçamentárias para permitir mais gastos do governo. A medida ampliou as incertezas em relação à condução da política fiscal às vésperas do ano eleitoral.>
Em relação ao perfil da dívida pública, houve uma ligeira melhora no prazo médio de vencimento dos títulos, com um alongamento de 3,83 anos em setembro para 3,97 anos em outubro.>
Em outubro, a participação de estrangeiros na dívida pública brasileira registrou alta, indo de 10,1% para 10,5%.>
A reserva de liquidez do Tesouro para fazer frente aos próximos vencimentos e resgates de títulos, por sua vez, ficou em R$ 1,011 trilhão, 10,4% menor do que o mês anterior.>
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