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Negócios

Bolsonaro diz reconhecer que preço do combustível está alto no Brasil

O presidente reclamou da diferença do preço praticado na bomba e nas refinarias e disse ainda que o governo busca soluções

Publicado em 16 de Dezembro de 2019 às 16:54

Redação de A Gazeta

Publicado em 

16 dez 2019 às 16:54
Jair Bolsonaro, presidente da República Crédito: Wilson Dias/Agência Brasil
O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) reconheceu nesta segunda-feira (16) que o preço dos combustíveis está alto no Brasil. Embora tenha dito que o governo busca soluções, não soube apontar uma saída para o problema.
"Estamos fazendo o possível para baratear o preço do combustível porque reconhecemos que está alto no Brasil", disse. 
A declaração foi feita após encontro com o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, nesta segunda. O presidente foi até o prédio onde fica o ministério para tratar de temas ligados à área de transporte.
Bolsonaro voltou a reclamar da diferença do preço praticado na bomba e nas refinarias. 
"Preço de combustível, lá na refinaria o preço está lá embaixo, ele cresce e fica alto por causa de quê? Impostos estaduais, ICMS basicamente. E depois o monopólio ainda que existe na questão de distribuição e nós estamos buscando quebrar esse monopólio para diminuir o preço. Só com a concorrência ele pode diminuir", afirmou. 
Ele disse ainda que tem conversado com o ministro da Economia, Paulo Guedes, e com o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, sobre o assunto e repassado a eles as sugestões que recebe sobre preço de combustíveis.
O presidente afirmou que o governo estuda medidas para simplifica a venda do etanol, mas não deu detalhes sobre de que forma isso seria feito. 
"Questão do etanol nós tentamos, estamos tentando ainda, de modo que, das empresas que produzem o etanol, as usinas possam vender diretamente ao posto de gasolina. Tem caminhões de transporte de etanol que andam 400 quilômetros para entregar o etanol a um quilômetro da usina. Isso é um absurdo. Tem gente que é contra isso daí porque há interesse econômico e de grupos aqui no Brasil, não é fácil buscar uma solução para tudo, mas estamos fazendo o possível".
Ao fim do encontro entre o presidente e o ministro, foi descartada a possibilidade de uma nova paralisação dos caminhoneiros este ano.
"Eu acho que sim [que está descartada greve esse ano], observe que hoje era o dia de início, não está tendo nada nas estradas. Não houve nenhum ponto de bloqueio porque há um grande respeito nosso com os caminhoneiros e um respeito muito grande dos caminhoneiros com relação a gente. Conseguimos estabelecer um diálogo, ele sabe que tem as portas abertas e a cada dia nós temos soluções novas", disse Tarcísio.

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