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Bolsonaro deve pedir à Arábia Saudita que volte a importar frango da BRF

PEQUIM, CHINA (FOLHAPRESS) - O presidente Jair Bolsonaro deve pedir ao príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, que seu país volte a importar da fábrica da BRF nos Emirados Árabes Unidos.

Publicado em 27 de Outubro de 2019 às 09:10

Redação de A Gazeta

Publicado em 

27 out 2019 às 09:10
PEQUIM, CHINA (FOLHAPRESS) - O presidente Jair Bolsonaro deve pedir ao príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, que seu país volte a importar da fábrica da BRF nos Emirados Árabes Unidos.
No início deste mês, a Arábia Saudita restringiu drasticamente as compras de alimentos produzidos na unidade da BRF em Abu Dhabi em meio aos esforços do país para reduzir sua dependência na importação de carne de frango.
Segundo apurou a reportagem, a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, conversou com Bolsonaro sobre o assunto durante a visita presidencial à Pequim na China e pediu que ele interceda pela empresa se houver oportunidade.
O presidente já chegou a Abu Dhabi, terceira parada do tour pela Ásia. De lá segue para Doha, no Catar, e chega em Riade, na Arábia Saudita, na segunda-feira (28) à noite. Na terça-feira (29), tem encontros previstos com a família real e participa da conferência conhecida como "Davos no deserto".
Inaugurada em 2014, a fábrica da BRF nos Emirados importa frango desossado do Brasil e processa em Abu Dhabi, produzindo itens industrializados como "nuggets". Cerca de 30% da produção local é destinada à Arábia Saudita, o maior cliente da empresa na região.
A intervenção presidencial se tornou necessária porque a BRF não está conseguindo resolver o impasse com os sauditas. A empresa já se prontificou a instalar uma nova fábrica no país, mas não foi suficiente.
As autoridades locais informaram que não desejam uma unidade nos moldes da que está localizada em Abu Dhabi e estão pressionando a BRF para abater os animais no país e não apenas processar a carne que chega do Brasil. A Arábia Saudita tem uma meta de abastecer 60% da demanda doméstica com produção local de frango a partir de 2020.
O problema é que a estratégia não é economicamente viável para a BRF. O frango produzido na Arábia Saudita não tem competitividade em relação ao criado no Brasil. Isso porque os dois principais insumos da atividade -milho e água- são escassos em solo saudita e abundantes no mercado brasileiro.

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