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Bolsa fecha em alta de 1,51%, aos 102.142,93 pontos

Pela primeira vez desde o intervalo entre as três semanas de 29 de junho a 17 de julho, o Ibovespa conseguiu nesta sexta-feira encadear uma sequência positiva

Publicado em 28/08/2020 às 18h57
Atualizado em 28/08/2020 às 18h57
Movimentação Bolsa de Valores, índice BOVESPA na Bolsa de Valores de São Paulo, mercado, ações, negócios
Movimentação Bolsa de Valores, índice BOVESPA na Bolsa de Valores de São Paulo, mercado, ações, negócios. Crédito: Bruno Rocha/Agência O Globo/ Arquivo AG

O Ibovespa fechou nesta sexta-feira, 28, em alta de 1,51%, aos 102.142,93 pontos, coletando leve ganho de 0,61% na semana e, agora, não distante de zerar as perdas do mês (-0,75%) na sessão que falta para encerrar agosto, na segunda-feira. No ano, cede 11,68%.

Saindo de mínima a 100.631,21 na abertura, o principal índice da B3 apontava alta de 1,71%, aos 102.347,05 pontos na máxima da sessão, às 13h16, em dia também positivo em Nova York, onde Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq, os dois últimos em níveis recordes, avançaram entre 2,6% e 3,4% na semana, com fôlego estendido pelo sinal de quinta-feira de Jerome Powell, presidente do Fed, de tolerância a inflação eventualmente acima da meta de 2% ao ano nos EUA.

Assim, pela primeira vez desde o intervalo entre as três semanas de 29 de junho a 17 de julho, o Ibovespa conseguiu nesta sexta-feira encadear uma sequência positiva de ao menos duas semanas, embora o avanço agora seja mais modesto, vindo de ganho de apenas 0,17% na semana passada.

O giro financeiro totalizou R$ 23,2 bilhões, fraco como o observado ao longo da maior parte da semana, à exceção de quarta-feira, a R$ 29,3 bilhões, quando o Ibovespa fechou em baixa de 1,46%, pressionado pela rejeição do presidente Bolsonaro à proposta inicial para o Renda Brasil apresentada pela equipe econômica.

No encerramento de uma semana tensa, em que a permanência do ministro Paulo Guedes e a situação fiscal do País continuaram em foco, a indicação de que o martelo sobre o Renda Brasil será batido mais para frente e de que o auxílio emergencial deve ser concedido até o fim do ano, com valor reduzido a R$ 300, contribuíram para ajustar os ativos, em especial o dólar, em baixa de 2,92%, a R$ 5,4152 no fechamento desta sexta, ainda em alta de 3,80% no mês.

Para Márcio Gomes, analista da Necton, o Fed contribuiu para salvar a semana, mas o Ibovespa deve permanecer travado na faixa de 99 mil a 102,8 mil pontos, tendendo a retomar fluxo comprador quando conseguir chegar aos 103 mil, preâmbulo para que possa voltar a testar a resistência dos 105,5 mil pontos. "Aos 103 mil os vendidos ficarão 'stopados' e teremos fluxo de compras, mas é preciso um 'driver' para que isso aconteça. Até que se tenha mais clareza quanto ao fiscal e a permanência do Guedes, a volatilidade vai persistir, com o mercado especulando em cima do rumor", acrescenta o analista.

Nesta sexta-feira, destaque para Cyrela (+7,39%), na ponta do Ibovespa, após a Cury, construtora controlada pela empresa, ter protocolado IPO que pode movimentar até R$ 1,7 bilhão. "O cenário de juros baixos é muito favorável ao setor imobiliário como um todo", aponta Gomes. Logo após Cyrela, Qualicorp subiu nesta sexta 5,60% e Ecorodovias, 5,43%. No lado oposto do Ibovespa, IRB cedeu nesta sexta 1,57%, seguido por Marfrig (-1,40%) e Braskem (-1,08%).

Nesta última sessão, os ganhos se espalharam por empresas e setores, em movimento oposto ao observado no meio da semana, quando a aversão ao risco fiscal prevalecia. Assim, ações de commodities (Petrobras ON +2,03% e Vale ON +0,51%), bancos (Bradesco PN +2,04% e BB ON +1,95%), siderurgia (Usiminas +2,97% e CSN +2,01%) e utilities (Eletrobras ON +3,97%) caminharam na mesma direção nesta sexta-feira.

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