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Ações da Vale no Brasil devem seguir tendência queda na próxima semana

Papéis da mineradora chegaram a cair até 13% na Bolsa de Nova York. O impacto na B3, que ficou fechada devido ao feriado em São Paulo, só será sentido na segunda-feira

Publicado em 25/01/2019 às 17h30

As ações da Vale no Brasil devem seguir a tendência internacional de queda. Minutos após a divulgação da notícia de que a barragem da Mina Feijão, em Brumadinho (MG), se rompeu, por volta das 13h30 desta sexta-feira (25), os papéis da empresa operados pela Bolsa de Nova York, nos Estados Unidos, saíram de uma alta de 3% para uma queda de quase 13%. O reflexo no Ibovespa só deve ocorrer na próxima segunda-feira (28), quando a B3 volta a operar.

A bolsa brasileira ficou fechada nesta sexta-feira por ser feriado no Estado de São Paulo. Mas, de acordo com especialistas ouvidos pelo Gazeta Online, com base na oscilação apresentada na operação de hoje na Bolsa de Nova York, já é possível prever uma tendência de queda à bolsa brasileira na segunda.

De acordo com o site InfoMoney, que realiza o acompanhamento do mercado de ações, os American Depositary Receipts (ADRs), que são os papéis negociados na Bolsa de Nova York, da Vale, estavam subindo cerca de 3% durante a primeira hora do pregão. Por volta das 14h50, as ações da bolsa chegaram a uma queda de 13%. E, às 16h46, os papéis tinham baixa de 8,92%.

Os papéis da Vale eram comercializados a US$ 15,44 às 13h30. Às 14h55 atingiram sua pior baixa chegando a US$ 12,97 e a partir das 16h55 começaram a operar em estabilização em US$ 13,505. 

Segundo o chefe da mesa de renda variável da Valor Investimento, Pedro Lang, no primeiro momento de queda ocorreu uma série de movimentos táticos por parte dos negociadores em Bolsa. "Quando ocorre um movimento muito abrupto nas ações, nesse caso, a queda, os stops - que são um mecanismo de proteção dos investidores quando um papel começa a se desvalorizar - são ativados e, com isso, um número muito grande de ações começou a ser vendido simultaneamente", explica.

Ainda segundo o especialista, na segunda-feira, com a abertura da Bolsa de São Paulo, vai ocorrer um movimento forte de venda de ações da Vale, que pode catapultar um movimento de stops no Brasil e fazer com que a especulação dos papéis aumente. "A desvalorização deve ocorrer logo na abertura do pregão, às 9 horas", aponta.

Entre os motivos para a queda no valor dos papéis apontados em relatório de analistas do Itaú BBA estão os investimentos necessários para reconstrução da área do desastre, o possível pagamento de indenizações, além do atraso para obtenções de licenças ambientais e operacionais para a retomada das operações da Samarco.    

Já o sócio da empresa de Alphamar Investimentos, Renan Lima, concorda com Lang e complementa que a movimentação da bolsa nacional vai levar em conta a repercussão dos próximos dias.

"Ainda teremos dois dias para ter mais informações sobre o que ocorreu, o que pode amenizar a situação da empresa. Porém, pelo que se tem até agora, olhando do ponto de vista que afetou muitas pessoas, o impacto na bolsa pode crescer até segunda-feira. Por enquanto, temos a Bolsa de Nova York precificando isso, valor que também deve ser absorvido na negociação brasileira", comenta.

 

barragem

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