Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

Recursos

Vale prevê investir cerca de R$ 12 bilhões até 2030 no ES

Recursos serão voltados para projetos nas áreas de gestão hídrica, modernização de instalações e substituição de equipamentos

Publicado em 30 de Abril de 2026 às 14:36

Diná Sanchotene

Publicado em 

30 abr 2026 às 14:36
Porto da Vale completa 60 anos Gabriel Lordelo

A Vale deve investir cerca de R$ 12 bilhões até 2030 no Espírito Santo, em projetos de gestão hídrica, modernização de instalações e substituição de equipamentos. Os recursos incluem atualização operacional, digitalização, uso de inteligência artificial, ganhos logísticos e iniciativas de descarbonização.


A informação foi dada pelo presidente da mineradora, Gustavo Pimenta, durante as comemorações dos 60 anos da Unidade Tubarão. Segundo o executivo, o Porto de Tubarão continuará sendo um dos ativos mais estratégicos da Vale.


“Há muita coisa a ser feita para que o porto seja cada vez mais moderno e eficiente, além de ampliar nossa capacidade de movimentação de volumes aqui. Provavelmente, somos hoje a companhia com a logística mais eficiente do mundo”, afirma Pimenta.


O presidente da mineradora também reforçou o papel estratégico do Espírito Santo na expansão da Vale e na nova agenda de crescimento da companhia.

Conforme aponta Pimenta, o Estado conta com vantagens logísticas, disponibilidade de energia renovável e capacidade industrial, fatores que o colocam em posição central na estratégia de descarbonização da empresa.


Ele lembra que a Vale é uma das maiores produtoras de pelotas de minério do mundo e que recentemente lançou o briquete de minério de ferro, produto desenvolvido para reduzir emissões de carbono na siderurgia.

O executivo destacou ainda que a Europa já adota mecanismos de taxação sobre produtos com alta emissão de carbono, o que pode favorecer materiais com menor pegada ambiental.


“O Espírito Santo tem um papel fundamental na nossa estratégia de aço verde e descarbonização”, disse.

Guerra pode beneficiar mineração brasileira

As tensões internacionais e os conflitos no Oriente Médio, apesar dos efeitos negativos da guerra, devem abrir oportunidades para o Brasil no fornecimento global de minerais e energia, segundo Gustavo Pimenta.


Ele destaca que o mundo vive uma crescente preocupação com segurança energética, alimentar e com o fornecimento de minerais críticos. Nesse contexto, segundo o executivo, o Brasil teria vantagem competitiva por ser considerado um país geopoliticamente neutro.


“O Brasil pode ser parte da solução para essas questões globais. Temos escala, qualidade mineral e potencial de crescimento”, afirmou.


A Vale já foi a segunda maior mineradora do mundo. A perda de posições no ranking global ocorreu após os impactos de Brumadinho e do processo de reestruturação interna da companhia. Hoje, a empresa ocupa a décima colocação, mas pretende retomar o protagonismo internacional.


A estratégia, segundo o executivo, passa pelo crescimento da produção de minério de ferro e, principalmente, de metais voltados à transição energética, como cobre e níquel.

A meta da empresa é praticamente dobrar a produção de cobre, passando das atuais 380 mil toneladas para cerca de 700 mil toneladas no futuro.


“A Vale já foi a segunda maior mineradora do mundo. Ainda não definimos um horizonte de tempo, mas definimos uma ambição, uma direção. E seguimos trabalhando muito. Queremos voltar a estar entre as maiores”, declarou.


Pimenta também destacou o ambiente favorável do Espírito Santo para atrair novos investimentos. Entre as iniciativas está o projeto de R$ 4 bilhões da ArcelorMittal para a construção de um Laminador de Tiras a Frio (LTF) e de uma linha de galvanizados na unidade de Tubarão — proposta anunciada em 2025 —, além da instalação de outras grandes empresas no estado, como a GWM.


Isso reflete a imagem consolidada do estado perante os investidores. Segundo ele, a combinação entre infraestrutura logística e ambiente institucional favorável tem atraído empresas nacionais e internacionais.


“A gente se sente confortável em investir aqui há 60 anos. O Espírito Santo se posicionou como um estado amigável ao investimento privado”, concluiu.

Leia Mais Sobre Investimentos 

Produção da Vale cresce forte no ES e guerra vai manter cenário de alta

Museu Vale vai ser restaurado e abrigará novo espaço cultural em Vila Velha

Anúncio da GWM no ES dá 'empurrão' em projeto bilionário da ArcelorMittal

Projeto bilionário da ArcelorMittal no ES está de pé, mas pode atrasar

Petrobras investirá R$ 30 bilhões para elevar produção no ES

Este vídeo pode te interessar

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Davi Alcolumbre e Flávio Bolsonaro durante sessão do Congresso Nacional
Congresso derruba veto de Lula a projeto que reduz pena de Bolsonaro
Feira dos Municípios vai reunir as 78 cidades do ES em programação diversa
Feira dos Municípios 2026 terá programação variada e cidades guardam surpresas nos estandes
Antes do show de Shakira, prefeitura do Rio confirma evento em Copacabana até 2028
Antes do show de Shakira, prefeitura do Rio confirma evento em Copacabana até 2028

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados