Dono do quiosque mais polêmico da orla de Itaparica, em Vila Velha, o empresário Bruno Vitalino já foi candidato em três eleições, por diferentes partidos e com diferentes nomes de urna.
Em 2012, como Bruno do Pagode, tentou virar vereador pelo PTdoB (atual Avante), tendo obtido 688 votos. Em 2014, ainda pelo PTdoB mas já como Bruno do Vitalino, concorreu a deputado estadual e teve 1.569 votos. Já em 2016, com o mesmo nome de urna, voltou a disputar vaga na Câmara de Vila Velha, dessa vez pelo PTN (atual Podemos). Alcançou 1.827 votos. Seu nome real é Adriano Teixeira da Silva.
O Quiosque do Vitalino, localizado na Praia de Itaparica, é apontado como palco da explosão de fogos de artifício que deixou pelo menos oito pessoas feridas na virada do ano. O local não possuía autorização para realizar o show pirotécnico, nem do Corpo de Bombeiros nem do setor de Posturas da Secretaria de Serviços Urbanos de Vila Velha. Por esse motivo, Bruno Vitalino recebeu duas multas da prefeitura: a primeira no valor de R$ 6,5 mil e a segunda no valor de R$ 3,5 mil. Apesar disso, ele nega que tenha contratado qualquer serviço de fogos.
O FOGO É FOGO, ESQUENTA...
Na última quinta-feira (2), fiscais da Prefeitura de Vila Velha interditaram o quiosque, por questões de segurança, até a conclusão da investigação administrativa instaurada pela prefeitura.
Também na última quinta-feira, a Polícia Civil abriu investigação para apurar o caso. A ocorrência está sob responsabilidade do 7º Distrito Policial, em Santa Inês, no mesmo município.
O ARA KETU, QUANDO NÃO TOCA...
No início de 2018, o Quiosque do Vitalino foi palco de outra confusão. Em janeiro daquele ano, o empresário foi um dos responsáveis pelo Orla Folia, uma espécie de micareta realizada na Avenida Estudante José Júlio de Souza, na orla de Itaparica. O evento previa a apresentação da banda Ara Ketu, que não apareceu. Isso teria irritado foliões, que entraram em confronto com a Polícia Militar.
Após a confusão, o Ara Ketu informou que jamais fechou contrato para se apresentar no evento. Na ocasião, o Orla Folia foi promovido com autorização da prefeitura, mas contra recomendações da Polícia Militar e do Ministério Público Estadual.