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Formado em Engenharia de Produção pela Universidade Federal do Espírito Santo, integrado com Purdue University Calumet (EUA). Especialista em Análise Financeira pela PUC-RS. Sócio da Valor Investimentos e chefe da mesa de renda variável Matriz. CFA®️Program Participant, CFA Institute.

Após julho turbulento na Economia, é hora de ajustar o plano de voo

É possível dizer que saímos de um cenário de bolsa em queda para um de leve otimismo, ou seja, os ativos de risco do mundo terminam julho majoritariamente em alta e o dólar, em queda

Vitória
Publicado em 03/08/2022 às 15h04

O mês de julho foi bastante volátil e com mudanças de narrativas do mercado. A leitura em relação à inflação e ao aperto monetário melhorou a perspectiva em todo o mundo.

A princípio tivemos a preocupação dos investidores com o cenário inflacionário global. Por outro lado, o arrefecimento dos dados de atividade dos Estados Unidos, adicionados ao tom da reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC) reforçaram uma mudança no tom das autoridades monetárias. Apesar de que, os membros do FED começaram a corrigir a mensagem do Powell da semana passada.

O Federal Reserve, por exemplo, se comprometeu a controlar a inflação. No entanto, também sinalizou a desconfiança de que os apertos monetários não terão de ser muito elevados por conta da atividade econômica e a alta dos preços em desaceleração. O que ajudou a reforçar tal tese foi a publicação da prévia do Produto Interno Bruto (PIB) americano no segundo trimestre, cuja queda econômica representou um recuo de 0,5%.

Já o Ibovespa acumulou alta de 4,69% no mês de julho, acompanhando em paralelo a performance vista nos Estados Unidos. As ações ordinárias e preferenciais da Petrobras (PETR3 / PETR4) subiram, respectivamente, 6,42% e 5,76% após o anúncio de dividendos acima do esperado, impulsionando a Bolsa brasileira.

Avião voando no céu entre nuvens
Avião voando no céu entre nuvens. Crédito: Freepík

Nos Estados Unidos, tanto a Dow Jones quanto o S&P 500 e Nasdaq, avançaram, respectivamente, 0,97%, 1,42% e 1,88%, sendo o melhor mês desde novembro de 2020.

O real também se valorizou. O dólar comercial, apesar de ter avançado no último dia de julho, fechou o mês em queda de 1,16%, a R$ 5,17 na compra e na venda.

É possível dizer que saímos de um cenário de bolsa em queda para um de leve otimismo, ou seja, os ativos de risco do mundo terminam julho majoritariamente em alta e o dólar, em queda.

Mas como tem sido o padrão nos últimos meses, quando as coisas parecem melhorar, alguma surpresa negativa aparece e dessa vez foi o acirramento das tensões entre China e EUA com a visita da presidente da câmara Nancy Pelosi a Taiwan.

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