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Administrador de Empresas (UERJ), pós-graduado em Engenharia Econômica (UERJ), certificado CFP® e Ancord. 21 anos de carreira no mercado financeiro, com passagens pelo atendimento Private, Alta Renda, Gestora de Recursos, Tesouraria e Educadoria Corporativa. Desde 2018, sócio da Pedra Azul Investimentos, escritório de assessoria de investimentos sediado em Vitória-ES.

O 2º passo do investidor é conhecer (e respeitar) seu próprio perfil

Na hora da verdade, com a alocação já executada e o mercado mostrando como a carteira irá se comportar, verifique como você se sente em relação ao seu portfólio

Vitória
Publicado em 06/01/2022 às 12h46

Quando abrimos conta em uma instituição financeira e nos habilitamos a investir, vamos nos deparar com um questionário com perguntas sobre nossos planos, prazos e comportamento. No fim, somos enquadrados em um perfil de investidor, geralmente entre Conservador, Moderado ou Arrojado. Essa abordagem por parte das instituições atende exigências legais, mas tem uma importância fundamental no relacionamento com o investidor.

No entanto, classificar o investidor em três ou quatro perfis diferentes está longe de esgotar o assunto. Se existem 8 bilhões de pessoas no mundo, haverá 8 bilhões de perfis potenciais de investidor. Não existem dois investidores iguais, até porque o perfil muda ao longo da vida e depende de diversas variáveis. Existem incontáveis nuances, por exemplo, entre investidores Conservadores, muito mais do que parece.

Você, investidor, deve se posicionar, enumerar seus objetivos, informar que grau de tolerância a risco acredita ter, e também deve compartilhar informações acerca de sua experiência com investimentos, vida profissional, carteira atual, patrimônio financeiro e não-financeiro. Se você confia no profissional que lhe atende, dê o máximo de informações relevantes, e mostre onde você quer chegar.

Perfil do investidor: descubra qual é o seu
Perfil do investidor: descubra qual é o seu. Crédito: fatido/iStock

Com essas informações, à luz do resultado do questionário de perfil de investidor, e após muita conversa e discussão, depois que tenha sido executada a alocação proposta, ainda é provável que se façam ajustes ao longo do tempo. Não é incomum que o próprio investidor se atribua um novo perfil, mais Arrojado, em função do momento, e depois se mostre desconfortável com a volatilidade dos seus investimentos. Ao mesmo tempo, um cliente que se diz Conservador pode se mostrar incomodado com o retorno da carteira, pedindo por mais risco.

Nem sempre o próprio investidor conhece o seu próprio perfil. Na hora da verdade, com a alocação já executada e o mercado mostrando como a carteira irá se comportar, verifique como você se sente em relação ao seu portfólio. Se a volatilidade da sua carteira trouxer preocupação nos momentos errados, como na hora de dormir, ou em um dia de folga, o ajuste é praticamente obrigatório. Você está fora do perfil.

A experiência do investidor começará sempre pelo grau de risco e de volatilidade da carteira. Retorno e rentabilidade serão consequência de diversos fatores, e o grau de risco é um dos mais importantes. Respeitar o seu perfil de investidor não é só respeitar a si mesmo, mas garantir uma experiência mais prazerosa e saudável.

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