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Investimento no exterior: por onde começar e quais caminhos seguir

Entenda os tipos de investimento internacional, os custos envolvidos e como dar os primeiros passos de forma segura

Públicado em 

25 ago 2025 às 09:48
João Pedro Prata

Colunista

João Pedro Prata

Recentemente, falamos sobre a importância de diversificar a carteira de investimentos ao adicionar uma alocação internacional e, quando falamos em investir fora do Brasil, não existe um “melhor” caminho absoluto. Cada alternativa tem seus prós e contras e pode se encaixar em diferentes perfis de investidor.
O jeito mais simples de acessar ativos globais é por meio dos Brazilian Depositary Receipts (BDRs), que, na prática, são recibos que representam ações estrangeiras negociados na Bolsa Brasileira. Eles podem ser comprados na mesma corretora em que você já investe, sem burocracia extra. Os custos com corretagem mudam de acordo com a corretora, mas os BDRs também possuem uma taxa de administração embutida, cobrada pelo banco emissor e geralmente varia entre 0,1% e 0,3% ao ano. É uma porta de entrada prática, embora a liquidez seja menor do que a de comprar diretamente no mercado americano.
Índice S&P 500, composto pelas 500 empresas mais valiosas negociadas nos EUA Crédito: Shutterstock
Uma alternativa parecida, mas conceitualmente diferente, são os Exchange Traded Funds (ETFs), fundos de investimentos internacionais listados na bolsa brasileira. Eles são compostos por uma cesta de ativos e normalmente replicam algum índice de mercado. O mais conhecido é o IVVB11, que replica o índice S&P 500 (composto pelas 500 empresas mais valiosas negociadas nos EUA).
Assim como os BDRs, os custos incluem corretagem, emolumentos e a taxa de administração do próprio ETF, que, por sua vez, costuma ficar entre 0,15% e 0,30% ao ano, já descontada no preço da cota. A grande vantagem dos ETFs é a diversificação instantânea, com uma única compra, você acessa centenas de empresas globais. A limitação é que a variedade de ETFs disponíveis aqui ainda é pequena em comparação à do exterior.
Os fundos internacionais são um passo adiante para quem prefere delegar a gestão. Com eles, o investidor pode escolher uma estratégia de gestão ativa ou passiva, em renda fixa ou variável e com proteção contra o dólar ou não. De forma simples, você aplica em reais e o gestor faz toda a alocação lá fora.
Por conta da maior complexidade das estratégias e comodidade para o investidor, o custo dessa alocação gira em torno de 1% a 2% ao ano (taxa de administração), podendo haver taxa de performance e até custos de espelhamento (quando o fundo brasileiro investe em um fundo estrangeiro parceiro).
Por fim, a alternativa mais completa é abrir uma conta em uma corretora no exterior. Assim o investidor tem acesso a todo o mercado global de ações, ETFs, fundos, títulos de renda fixa, Real Estate Investment Trusts (REITs), entre outros. Nesse caso, deve-se considerar o custo da remessa internacional (IOF de 1,1% e spread cambial entre 1% e 2%) e atender às obrigações fiscais. Um ponto adicional importante é que os dividendos pagos por ações americanas são tributados.
Em resumo, não existe um caminho único para investir no exterior, mas você pode direcionar seus investimentos de acordo com suas necessidades. Quem está começando pode se beneficiar da praticidade dos BDRs e ETFs. Já investidores mais sofisticados e com maior patrimônio podem optar pelos fundos ou pela conta no exterior, em busca de maior controle e amplitude de opções.
O importante é alinhar sua estratégia com os custos, praticidade e objetivos de longo prazo para que a internacionalização do portfólio cumpra seu verdadeiro papel: proteger e ampliar o patrimônio do investidor.

João Pedro Prata

Atua no mercado financeiro desde 2017. É assessor de investimentos na Valor Investimentos e membro do Ibef/ES. É formado em Engenharia Mecânica pela Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR).

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