Você já deve ter ouvido falar sobre seguro de carro, residencial e de vida. Pelo próprio nome, é possível deduzir o que esses seguros protegem. Mas você conhece o seguro prestamista?
Especificamente, esse é um tipo de seguro para quem vai contratar um
empréstimo ou
financiamento. Como o próprio nome dá a entender, ele garante a proteção financeira contra imprevistos que podem dificultar ou impedir o pagamento das prestações.
Mesmo que você se planeje para honrar seus compromissos em dia, situações inesperadas podem ocorrer, como demissão involuntária, um acidente ou até mesmo uma fatalidade, que podem impedir o pagamento das dívidas. É nessa hora que o seguro prestamista entra em cena.
Ao contratar um empréstimo, o seguro prestamista não é obrigatório, mas pode ser desejável. Uma exceção é o
financiamento de imóveis, em que é obrigatória a contratação do seguro habitacional, que, semelhantemente ao prestamista, tem como objetivo cobrir o pagamento de dívida em caso de morte ou invalidez do segurado ou danos físicos ao imóvel.
É importante analisar o custo-benefício e, antes de contratar, avaliar as condições e detalhes da apólice do seguro. Uma das maneiras de identificar informações sobre o seguro é analisar o CET (Custo Efetivo Total) da operação, que identifica todos os valores que serão pagos na contratação do empréstimo.
Outro aspecto importante é que, com a contratação do seguro prestamista, o banco passa a ter uma garantia de pagamento do empréstimo em determinadas situações, reduzindo o risco de inadimplência. Isso pode ser um fator que contribui para que o banco ofereça melhores condições de juros.
Para resgatar o seguro, a seguradora deve ser acionada, sendo necessário apresentar os documentos que comprovem o evento ocorrido, como um laudo médico, boletim de ocorrência de acidente, carta de demissão, atestado de óbito ou outro, além do contrato de crédito do seguro.
Imagine que você financiou a compra de um carro em 48 vezes e optou por contratar o seguro prestamista com cobertura para incapacidade temporária por um determinado período. Nesse meio tempo, sofreu uma queda e ficou impedido de trabalhar, levando à redução de sua renda.
Isso poderia dificultar ou impedir o pagamento das parcelas do empréstimo do carro, gerando inadimplência ou até a perda do veículo, mas, nessa situação, o seguro poderia cobrir as parcelas do financiamento durante o período estipulado na apólice e, após a recuperação, você voltaria a efetuar os pagamentos normalmente, sem acumular dívidas no momento do aperto.
O seguro prestamista pode ser um artifício para ter mais tranquilidade ao assumir dívidas de longo prazo, mas é importante avaliar os prós e contras, entender a cobertura definida na apólice e, principalmente, se planejar financeiramente para que o compromisso assumido caiba no seu bolso.