Engana-se quem pensa que a tecnologia não pode ser a aliada da saúde mental. Na verdade, hoje em dia, a neuropsicologia, área que estuda o impacto do cérebro nas funções cognitivas (memória e atenção, por exemplo), tem explorado procedimentos cada vez mais inovadores a fim de tratar pessoas com quadros de depressão, ansiedade ou transtorno bipolar.
Um dos que mais tem se destacado é um equipamento que usa realidade virtual para ajudar pacientes com fobias. Segundo a neuropsicóloga Bruna Bona, a tecnologia permite criar um ambiente controlado para que medos e restrições possam ser superados de forma segura.
“Isso permite expor o paciente a situações aversivas enquanto está acompanhado de um profissional qualificado. Com o apoio de técnicas de relaxamento, a ansiedade e o medo podem ser manejados. Nós chamamos esse ambiente virtual de metaverso”, explica.
Além disso, a neuropsicóloga é especializada em neurofeedback e reabilitação cognitiva, que utiliza outras ferramentas tecnológicas. De acordo com Bruna Bona, é possível trabalhar a autoestima e treinar o cérebro dos pacientes para que eles possam se organizar melhor frente às limitações.
“O neurofeedback é um tratamento que usa os estudos da neurologia para aumentar a qualidade de vida dos pacientes. A prática consiste em aprimorar o funcionamento cerebral a partir da neuromodulação autorregulatória, ou seja, ele estimula as habilidades naturais do cérebro”, destaca.
Já a reabilitação cognitiva, ou neuropsicológica, segundo Bruna Bona, “é mais uma forma de reabilitação de todo e qualquer dano acometido ao cérebro. Igualmente, uma pessoa que sofre um AVC e perde a capacidade de andar ou de movimentar a perna ou braço, também perde outras funções do cérebro da linguagem.”
Tudo porque, quando se fala em tratamentos neurológicos, é preciso que os procedimentos sejam feitos de forma humanizada. Afinal, trata-se de superar medos e fobias que representam situações complicadas na vida dos pacientes.
Esse cuidado em garantir a segurança é o que permite resultados eficazes, assim como auxilia no desenvolvimento de quem busca por um tratamento.
Neurofeedback
A Estimulação Transcraniana por Corrente Contínua (tDCS), por exemplo, pode acelerar o estímulo à neuroplasticidade (capacidade do cérebro de se adaptar) em crianças, recuperá-la em idosos e até mesmo potencializar o efeito de algumas medicações.
O procedimento é indolor e consiste na aplicação de uma corrente elétrica de baixa intensidade na cabeça para modular a atividade cerebral. Ela explica que a estimulação é feita por meio de eletrodos ligados a uma bateria e colocados na cabeça do paciente.
“É uma técnica eficaz, versátil e que pode mudar positivamente a vida de pacientes com quadros como depressão, ansiedade, transtorno bipolar, fibromialgia, dor crônica, doença de Parkinson, esclerose múltipla, sequelas de AVC, entre outros”, destaca.
Reabilitação cognitiva
Ainda falando de reabilitação cognitiva, Bruna também recomenda a musicoterapia, arteterapia e outras atividades específicas. A decisão de qual método é melhor para cada paciente depende de uma análise cautelosa por parte da psicóloga.
“Primeiramente, realizamos o diagnóstico com uma avaliação neuropsicológica, para depois encontrar as ferramentas adequadas. Além disso, conforme o paciente for respondendo, desenvolvemos a melhor técnica”, explica.
Ela cita que os benefícios da estimulação para o tratamento em crianças também incluem o desenvolvimento da fala, capacidade para resolução de problemas, criatividade e imaginação.
Consultório Bruna Bona
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