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Como a pandemia impactou as instituições para idosos

Na Aracê Casa de Vivência foi necessário contratar mais funcionários e readaptar a estrutura física, criando mais espaço para os residentes

  • Aracê Casa de Vivência

  • Estúdio Gazeta

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Publicado em 16/06/2021 às 11h54
A primeira medida tomada quando surgiu a pandemia foi a suspensão das visitas de familiares dos idosos e de prestadores de serviços.
A primeira medida tomada quando surgiu a pandemia foi a suspensão das visitas de familiares dos idosos e de prestadores de serviços. Crédito: Aracê Casa de Vivência/Divulgação

A pandemia do coronavírus mudou a rotina nos ambientes de trabalho, no comércio, nas empresas e nas nossas casas. As instituições para idosos também foram impactadas com a chegada da doença e tiveram que se adaptar rapidamente para garantir a segurança dos seus residentes e de suas equipes.

A preocupação não foi à toa. No ano passado, primeiro ano da pandemia, a Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgou que quase metade das mortes causadas pela Covid-19 na Europa foram de idosos.

Acostumadas a lidar com as dificuldades com esse segmento tão vulnerável, as casas de repouso foram rápidas em promover as mudanças necessárias para continuar abertas com os menores danos possíveis. E a primeira medida foi a suspensão das visitas de familiares dos idosos e de prestadores de serviços.

Foi assim na Aracê Casa de Vivência, em Jardim Camburi, em Vitória, que conta com 20 residentes. "Foi preciso suspender logo no início as visitas de parentes, bem como a de prestadores de serviços, entre eles os de home care dos planos de saúde", explica a enfermeira da Aracê, Lilian Cristina dos Santos Jardim.

A Aracê alugou mais duas outras casas nas redondezas para garantir o distanciamento social e ampliou as áreas de convivência.
A Aracê alugou mais duas outras casas nas redondezas para garantir o distanciamento social e ampliou as áreas de convivência. Crédito: Aracê Casa de Vivência/Divulgação

Não foi só isso. A casa de vivência precisou se reestruturar fisicamente e contratar mais funcionários. De acordo com Lilian, foi necessário realocar os residentes, diminuindo o número de pessoas por quarto.

MAIS CASAS

Para isso, a instituição alugou mais duas outras casas nas redondezas, garantindo esse distanciamento e ampliando as áreas de convivência e para as refeições.

"Precisamos separar um quarto para isolamento e redistribuir os idosos, aumentando o distanciamento entre eles. Em quartos onde havia três pessoas, deixamos duas, por exemplo. Dividimos os residentes de acordo com o grau de dependência de cada um. Então aquele que era mais lúcido ficou numa casa, e um outro que era mais debilitado ficou em outra casa. E aqueles que exigiam uma atenção intermediária ficaram na terceira casa", conta Lilian.

Foram feitas reformas para essas readequações, o que permitiu, ainda, ampliar os espaços para as refeições. "Ganhamos mais refeitórios e também passamos a utilizar outros espaços abertos, como as varandas, para as refeições. Mantemos as janelas mais abertas, para aumentar a circulação do ar", diz a enfermeira.

Para se readequar, a Aracê fez algumas reformas, o que permitiu, ainda, ampliar os espaços para as refeições.
Para se readequar, a Aracê fez algumas reformas, o que permitiu, ainda, ampliar os espaços para as refeições. Crédito: Aracê Casa de Vivência/Divulgação

Lilian admite que não foi simples convencer os residentes das mudanças. "No começo da pandemia foi um pouquinho difícil para eles. Mas aos poucos eles foram entendendo a nova realidade e se adaptando. Fomos explicando que era importante por causa do momento que estamos vivendo", relembra.

Mesmo estando mais distantes, foi possível manter um clima acolhedor, menos sofrido para os idosos. "Eles acabaram formando grupos por afinidade, onde estão mais próximos de pessoas com quem se identificam mais, com quem podem conversar, jogar, ver televisão ou ler jornal", finaliza a enfermeira da Aracê.

Este texto não traduz, necessariamente, a opinião de A Gazeta

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