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Cachaça capixaba é uma das melhores do Brasil

A Cachaça Princesa Isabel foi eleita a melhor cachaça branca do país em 2018 e agora aposta em produção sustentável e em novo processo de envelhecimento

Publicado em 22/06/2021 às 18h25

Puxe uma cadeira, sente e se prepare para uma boa prosa...É nesse cenário que vou começar a contar essa história de resgate das origens, de um sonho que se tornou realidade e hoje é considerado um dos Orgulhos da Terra, de Linhares e do Brasil: a Cachaça Princesa Isabel.

Tudo começa em 2000. Decidido a voltar às origens, o médico Adão Cellia, nascido em Nova Venécia, comprou a Fazenda Tupã, na beira do Rio Doce, em Linhares, Norte do Espírito Santo. Começou a trabalhar com a agropecuária do leite e com o cultivo de cacau. Mas ainda tinha o sonho de produzir algo excepcional, que fosse motivo de orgulho.

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Canavial da Fazenda Tupã, onde tem início a produção da cachaça. Crédito: Vitor Nogueira

O chocolate chegou a ser cogitado, mas perdeu lugar para a cachaça, que sempre foi uma paixão do Adão. Então, em 2008, ele começou a estudar sobre o assunto e a fazer planos. Em 2013, o alambique já estava pronto! E em novembro de 2016, lançou a Cachaça Princesa Isabel. E Isabel, a esposa do Adão, foi a inspiração para o nome. “Foi uma trajetória meteórica, já que, em fevereiro de 2018, foi eleita a melhor cachaça branca do Brasil pela Cúpula da Cachaça”, afirma Adão.

Durante dois anos, o alambique passou por um processo de transformação, migrando para produção orgânica. 

Adão Cellia

Cargo do Autor

"“Desde o ano passado, a Cachaça Princesa Isabel tem um selo e todos os seus produtos são orgânicos e produzidos por energia limpa. Controlamos o processo inteiro. Isso, para nós, é garantia de qualidade do produto, desde a plantação, colheita, processamento, envelhecimento, envase, tudo feito na fazenda. Toda a família participa. Temos uma empresa familiar”"
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Centro de degustação e destilaria da Cachaça Princesa Isabel. Crédito: Vitor Nogueira

A cachaça é vendida na Fazenda Tupã e também é levada para um centro de distribuição, em Vitória, de onde sai para todo o Estado e país. Neste ano, a novidade é o lançamento de um gim, que já está fazendo sucesso. Trata-se do Mar Dry Gin, que foi lançado em fevereiro. “Estamos empolgados”, diz Pedro Henrique de Moraes, idealizador do Mar Dry Gin.

A família também está trabalhando em um envelhecimento diferente da cachaça. “Será algo inovador no mercado, e deve ser lançado no próximo ano”, conta Adão. Além disso, ele construiu uma cave de pedra para modernizar o envelhecimento do produto. “Isso proporciona uma estabilidade de temperatura maior, fazendo com que o produto esteja fresco o ano todo”. Com tanta dedicação e paixão pelo que fazem, não tem como não ser considerado um Orgulho da Terra. “’Ser um “Orgulho da Terra’ é, inclusive, uma das premissas de nossa Missão. E nós conseguimos!”, comemora Adão.

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Cachaça Princesa Isabel começou a ser vendida em novembro de 2016. Crédito: Vitor Nogueira

Este texto não traduz, necessariamente, a opinião de A Gazeta

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