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Assembleia Legislativa do ES quer inserir agricultores familiares no mercado de crédito de carbono

Assembleia Legislativa do ES quer inserir agricultores familiares no mercado de crédito de carbono

Projeto da Assembleia Legislativa do Espírito Santo entra na 3ª fase com foco no mercado verde e na geração de renda sustentável para agricultores familiares de 35 municípios capixabas

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Publicado em 20 de fevereiro de 2026 às 14:58

A remuneração ocorre a partir da comercialização de créditos gerados pela redução ou captura de emissões de dióxido de carbono (CO₂).
A remuneração ocorre a partir da comercialização de créditos gerados pela redução ou captura de emissões de dióxido de carbono (CO₂). Crédito: Ales/Divulgação

No terceiro ano de execução, o projeto Arranjos Produtivos, desenvolvido pela Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales), inicia uma nova etapa estratégica voltada ao mercado de créditos de carbono. A iniciativa passa a orientar agricultores familiares na estruturação de projetos ambientais capazes de reduzir emissões de gases de efeito estufa, conciliando preservação ambiental e geração de renda no campo.

A nova frente se soma às ações já consolidadas de capacitação técnica e diversificação produtiva e ocorre em paralelo à expansão territorial do programa, que passa a abranger 35 municípios capixabas a partir de 2026.

“O Arranjos Produtivos cresce porque funciona. Ele avançou porque soube escutar o campo e compreender que novas agendas já fazem parte do cotidiano das comunidades”, afirma o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Marcelo Santos. “O crédito de carbono entrou no projeto não como tendência, mas como uma necessidade real para o homem e a mulher do campo”, completa.

Segundo o parlamentar, a inclusão do tema foi viabilizada a partir de investimento em qualificação técnica. “Essa oportunidade ganhou forma porque investimos em conhecimento e na capacitação dos nossos técnicos, o que traz mais clareza e facilita o acesso dos produtores. É esse caminho que sustenta o crescimento do projeto”, destaca.

Capacitação e proteção ao pequeno produtor

O tema vem sendo trabalhado junto aos agricultores desde 2025, por meio de seminários e palestras realizados em municípios como Jerônimo Monteiro, Anchieta, Conceição do Castelo, São Domingos do Norte, Nova Venécia, Jaguaré e Conceição da Barra.

Durante os encontros, produtores receberam orientações sobre como ingressar no mercado de carbono e estruturar projetos aptos à certificação ambiental, incluindo práticas como:

  • Uso responsável e regenerativo do solo;
  • Recuperação de áreas degradadas;
  • Reflorestamento;
  • Preservação de vegetação nativa.

A remuneração ocorre a partir da comercialização de créditos gerados pela redução ou captura de emissões de dióxido de carbono (CO₂).

Marcelo Santos também alertou para os riscos enfrentados por pequenos produtores nesse mercado emergente e defende a orientação técnica e proteção institucional aos participantes. “Tem quem roube o crédito, que é do agricultor, pela inocência dele, que acaba entregando isso para terceiros”, disse.

Acesso ao mercado verde

Para ingressar no segmento, não é obrigatório integrar formalmente o Arranjos Produtivos, mas é necessário cumprir critérios técnicos e ambientais, entre eles:

  1. Cadastro Ambiental Rural (CAR) regularizado;
  2. Propriedade registrada junto ao Idaf;
  3. Ausência de queimadas recentes (últimos cinco anos);
  4. Adoção de práticas sustentáveis comprováveis.

A secretária da Casa dos Municípios da Ales, Joelma Costalonga, destaca que novas turmas de capacitação técnica serão formadas ainda neste semestre.

“O homem e a mulher do campo têm direito a isso: cuidar da sua propriedade, cuidar do carbono que ela produz e ter acesso ao valor que é repassado anualmente por esse ativo ambiental”, afirmou durante o lançamento da terceira fase do projeto.

Inserção na agenda climática

A entrada do Arranjos Produtivos no mercado de créditos de carbono acompanha o avanço da pauta climática no Brasil e no mundo, especialmente com a valorização de ativos ambientais e a criação de mecanismos de financiamento verde voltados à agricultura de baixo carbono.

Com a ampliação para 35 municípios e a inclusão do crédito de carbono como eixo estruturante, o programa passa a integrar políticas subnacionais que conectam desenvolvimento regional, sustentabilidade e inclusão produtiva rural.

Assembleia Legislativa do Espírito Santo (Ales)

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