Sair
Assine
Sair
Entrar

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Vitor Vogas

Monjardim: “É muito constrangedor para mim disputar com Pazolini”

Entretanto, ambiguamente, o candidato ao Senado pelo Novo afirma que pode mesmo se tornar postulante ao Palácio Anchieta e que pode, no apagar das luzes, liderar uma coligação com até cinco partidos

Publicado em 12 de Agosto de 2026 às 18:55

Públicado em 

12 ago 2026 às 18:55
Vitor Vogas

Colunista

Vitor Vogas Vitor Vogas
Leonardo Monjardim (Patriota) assume posto de vereador de Vitória nesta quarta-feira (21)
Leonardo Monjardim (Novo) é vereador de Vitória Instagram/ @leonardomonjardim

Na reta final do período de definições de candidaturas, o vereador de Vitória Leonardo Monjardim cogita trocar de candidatura e se tornar postulante ao Palácio Anchieta, a pedido das direções estadual e nacional do Novo. Isso após repetir, desde o ano passado, que seria candidato ao Senado e após ter tido o nome registrado para essa disputa na ata da convenção do Novo, realizada no dia 21 de julho.

Aliado de primeira hora de Lorenzo Pazolini, Monjardim afirma que, se o Novo lhe der mesmo essa missão, ele não se furtará a assumi-la. Ao mesmo tempo, admite “constrangimento” e “desconforto” com a possibilidade de disputar o mesmo cargo que o ex-prefeito de Vitória, candidato do Republicanos a governador do Espírito Santo. 

O que me constrange é a relação de admiração e gratidão que tenho por Pazolini. É exatamente por isso que não me sinto confortável. É muito constrangedor para mim. Aproveito as oportunidades, mas temos que ter lealdade com as pessoas que foram generosas conosco.

Leonardo Monjardim, candidato do Novo ao Senado (ou ao Governo do ES)

“Minha relação com Pazolini sempre foi republicana. Eu não me sinto confortável hoje em disputar contra o Pazolini. Não me sinto à vontade”, afirma o vereador, que foi líder do então prefeito no plenário da Câmara de Vitória e atualmente exerce a mesma função para a prefeita Cris Samorini (PP).


> Quer receber as publicações da Coluna Vitor Vogas pelo Whatsapp? É só clicar aqui


Por outro lado – apesar de todo o “desconforto” –, Monjardim não exclui a hipótese de transformar sua candidatura ao Senado em candidatura ao governo, se suas conversas finais com os dirigentes do Novo convergirem para isso. 


A eventual candidatura ao Governo do Espírito Santo seria, para o Novo, uma maneira de fortalecer o palanque do ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, o candidato da sigla à Presidência da República.


“Vou ponderar meu desconforto com o partido e quero ver qual será a reação. Da mesma forma que tenho gratidão por Pazolini, tenho gratidão pelo Iuri Aguiar, o presidente estadual do Novo, e pelo Eduardo Ribeiro, o nosso presidente nacional. Tentaram derrubar minha candidatura ao Senado de todas as maneiras. E eles fecharam as portas para todos”, ressalta o vereador.


“Hoje estou muito vocacionado para disputar o Senado, porque foi o que planejei. Mas, se o partido me disser ‘Não, Monjardim, precisamos de você para essa missão de disputar o governo’... como é que vou dizer não para o meu partido? Por isso, estou entre a espada e a cruz.”


De fato, como o leitor já há de ter notado, as declarações do candidato ao Senad... digo, possível candidato ao governo, estão mesmo ambíguas neste momento.


Ao mesmo tempo que fala em “constrangimento”, Monjardim faz questão de realçar que “a coisa encorpou” desde que surgiram as informações sobre o seu possível deslocamento.


Segundo o vereador, dois outros candidatos ao Senado o procuraram desde então, manifestando interesse em firmar coligação com o Novo até o próximo sábado (15), caso ele decida mesmo se tornar candidato ao Palácio Anchieta.


Um deles, conta Monjardim, foi o ex-prefeito de Vila Velha Rodney Miranda, candidato a senador pelo nanico PRTB. O outro ele prefere não nominar – segundo ele, para não descumprir um acordo de confidencialidade.


Sem entrar em detalhes nem especificar outras siglas, o vereador estima que, se a acoplagem der certo, a coligação majoritária resultante poderá reunir até cinco agremiações (um aglomerado de pequenos partidos).


“Fui pego de surpresa com a proposta da direção do Novo. Não estava no meu radar disputar o governo, e eu nunca tinha pensado nisso. Veio a proposta e, no início, a gente imaginava que seria uma coisa isolada. Mas surgiu possiblidade de outros partidos estarem nesse palanque. Dialoguei bastante com o Rodney, com quem tenho relação pessoal de amizade. É um cara sério, e podemos fazer uma dobradinha. E outro candidato ao Senado se colocou à disposição para também vir para o projeto e trazer mais dois partidos. Se isso se concretizar, serão cinco partidos juntos e cerca de 90 candidatos a deputado estadual e federal pedindo votos para mim.”


Inicialmente, essa proposta de mudança de candidatura no apagar das luzes foi interpretada – inclusive por mim – como uma jogada do Novo para pressionar o grupo de Pazolini a aceitar absorver Monjardim como seu candidato a vice-governador. 


No bunker do ex-prefeito de Vitória, a preferência é pela escalação de uma mulher para a posição e, hoje, é mais provável que ela venha do Partido Liberal (PL) ou do próprio Republicanos.

Monjardim reafirma, contudo, que não se trata de um blefe. 

E plano de governo?

E plano de governo? O Novo por acaso tem um? É uma das exigências da Justiça Eleitoral. Ao pedir o registro de candidatura – o que deve ser feito até o próximo sábado (15) –, o candidato a governador é obrigado a protocolar o seu programa de governo. Como tirar um da cartola a esta altura do processo, sem ter passado nem um dia debatendo e formulando uma proposta de governo para o Espírito Santo?


“Tem um rascunho”, responde Monjardim. “Falaram que tem muita coisa pronta nacionalmente. O próprio Zema tem muita coisa que envolve uma semelhança com o Espírito Santo...”


Minas Gerais é um estado bastante diferente, e Zema agora é candidato presidencial...


Segundo Monjardim, em 40 minutos de conversa com Rodney Miranda, o ex-secretário estadual de Segurança Pública do Espírito Santo, de Pernambuco e de Goiás se comprometeu com ele a ajudá-lo a fazer o plano para essa área específica. 

Leia mais colunas de Vitor Vogas 

Monjardim: “É muito constrangedor para mim disputar com Pazolini”

Sérgio Vidigal: “Não apoio Lula para presidente”

Cordel Político: a incrível saga eleitoral de Sérgio Meneguelli

A jovem marqueteira que fará a campanha de Helder e Contarato

As mulheres agora cotadas para serem a vice de Pazolini

Vitor Vogas

Vitor Vogas Vitor Vogas

Vitor Vogas é jornalista com atuação na imprensa capixaba há quase 20 anos. Cobriu várias eleições. De 2008 a 2021, trabalhou na Rede Gazeta, como repórter e colunista de Política. Também foi comentarista da CBN. Em 2026, após passagens por veículos da Rede Capixaba e do Grupo Sim, voltou a assinar esta coluna. Aqui, diariamente, você encontra informações de bastidores e análises em profundidade sobre o cenário político do Espírito Santo.

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Vereador de Vitória Baiano do Salão
Câmara de Vitória mantém processo contra Baiano do Salão
Gérson Peterle e Itamar Peterle, que morreram após o naufrágio de uma embarcação no Rio Xingu
Corpos de irmãos mortos após naufrágio no Pará chegam a Alfredo Chaves nesta quinta-feira
Imagem de destaque
Veja 5 filmes imperdíveis que chegam aos cinemas nesta quinta-feira, 13 de agosto de 2026

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados