Lorenzo Pazolini (Republicanos) queria Lívia Vasconcelos
(PSD) como companheira de chapa. Segundo a própria primeira-dama de Colatina, ela foi convidada pessoalmente pelo próprio ex-prefeito de Vitória para ser sua candidata a vice-governadora. Agora, com o
PSD fora da coligação do Republicanos, Pazolini precisa
escolher outra vice. “Outra”, no feminino, pois a preferência é que seja uma
mulher – embora não necessariamente, pois há um “intruso” na lista.
Alguns nomes estão sendo avaliados, ou especulados, provenientes
de quatro partidos: Republicanos, PL, Democrata e Novo. Os três primeiros já
estão formalmente na coligação liderada por Pazolini. O Novo ainda pode se
juntar, dependendo da evolução das tratativas. Eis os mais cotados no momento:
Novo: Penélope
Feu Rosa e Leonardo Monjardim
PL: Enfermeira
Laryssa
Republicanos: Adriana
Boas e Soraya Manato
Democrata: Hélida
Loreto, Graça Foster e Elizete Passarela
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A seguir, apresentamos cada caso, começando pelos quadros do
Novo, cuja situação é a mais complexa.
Novo: Penélope e
Monjardim
Largando de trás e correndo por fora na “corrida maluca”
pela vice, Penélope Vervloet Feu Rosa está entre os dez candidatos a deputado federal
registrados na ata da convenção do Novo.
Filha do ex-prefeito assassinado da Serra José Maria Feu
Rosa, Penélope já vem ensaiando entrar na política há algum tempo. Em 2024, ela e sua
mãe, Penha Feu Rosa, apoiaram o deputado estadual Pablo Muribeca para prefeito
da Serra. Em comício no 2º turno contra Weverson Meireles (PDT), com a presença
de Pazolini, Penha chegou a subir ao palanque de Muribeca.
Servidora concursada do Tribunal de Justiça do Espírito
Santo (TJES) – é analista judiciária desde 1998 –, Penélope mora em Vitória, mas
sua família, embora bem menos influente hoje em dia, deita raízes políticas na
Serra, maior colégio eleitoral do Espírito Santo.
Para Pazolini, seria ainda uma maneira de atrair o Novo para
sua coligação.
Penélope já tem cumprido agendas de pré-campanha com o candidato do Novo ao Senado, o vereador de Vitória Leonardo Monjardim, ex-líder de Pazolini e líder da atual prefeita, Cris Samorini (PP), na Câmara Municipal.
O nome dela passou a ser ventilado para a vice de Pazolini nos últimos dias. Mas há duas dificuldades.
Para Penélope ser vice de Pazolini,
o Novo teria de se coligar ao Republicanos. Isso implicaria desistir da
candidatura de Monjardim ao Senado.
Além disso, eventual “remanejamento” de Penélope para a
chapa majoritária de Pazolini representaria um desfalque na chapa do Novo para a
Câmara dos Deputados, dificultando o cumprimento da meta da direção estadual:
atingir mais de 45 mil votos no Espírito Santo, ajudando o partido a superar a
cláusula de barreira.
É o que expõe o próprio Monjardim, que montou a chapa
federal do Novo. Para ele, a indicação de Penélope para vice é “impossível”.
“Eu sou candidato a senador, homologado na convenção do
Novo, e Penélope é peça-chave para superarmos a cláusula de barreira. Esse é o grande
problema, porque isso implica uma desconstrução total do projeto do Novo. A
Penélope seria um ótimo nome para a vice, mas fazer esse movimento significaria
abrir mão de todo o planejamento estratégico que fizemos ao longo dos últimos
dois anos, tanto para a chapa federal como para a eleição majoritária. É
impossível.”
Segundo Monjardim, o nome mais indicado do Novo para vice de Pazolini é o dele próprio. “Sou candidato a senador. Se me tornasse candidato a vice, isso não impactaria nossa chapa para a Câmara Federal.”
O presidente estadual do Novo, Iuri Aguiar, reconhece o
papel fundamental cumprido pessoalmente por Monjardim na montagem das chapas do
Novo e diz que a decisão precisa passar pelo vereador.
“Não temos nenhuma decisão tomada e estamos avaliando todas
as possibilidades, até porque preciso ter uma conversa final com o Pazolini e o
Erick Musso (presidente estadual do Republicanos). Ainda não indicamos o
Monjardim, mas, para o Novo, o principal cenário é Monjardim como vice. Quanto
à Penélope, também está no rol de cenários... Jamais vou impor ao Monjardim a
retirada da candidatura dele, mas está em jogo. Ele é fundamental nessa tomada
de decisão.”
O próprio Monjardim diz que está disposto a mudar de
candidatura, mas que essa é uma “decisão partidária”.
“Sou aliado do Pazolini e não teria dificuldade alguma em
assumir esse papel que sempre tive, do lado dele. Primeiro preciso confirmar
com o partido. Mas, se o Novo entender que é importante essa aliança com o Republicanos
e que meu nome deve ser indicado para vice, eu sou um instrumento do partido.”
A questão é que, para Pazolini, ter Monjardim como vice não acrescentaria muito. Uma mulher confere à chapa
Partido Liberal (PL):
Enfermeira Laryssa
No PL, segue tudo em stand-by,
enquanto o senador Magno Malta está no exterior. Na noite desta
segunda-feira (10), o presidente estadual do PL volta de viagem a Israel com a
filha Maguinha Malta e segue para agendas em Brasília. Só então devem ser
retomadas as tratativas com o Republicanos no Espírito Santo.
No entanto, passou-se a ventilar nos bastidores o nome de
Laryssa Rodrigues Pereira, a Enfermeira Laryssa.
Fervorosamente bolsonarista e evangélica, ela foi candidata a
vice-prefeita de Vila Velha pelo PL em 2024, na chapa do Coronel Ramalho (então,
também no PL). Agora, é candidata a deputada estadual na chapa do mesmo
partido.
Republicanos: Adriana
Boas e Soraya Manato
Na legenda do próprio Pazolini, dois nomes passaram a
circular.
O primeiro é o da agente administrativo Adriana Boas. Mãe de
um filho autista, ela tem como principal bandeira a qualidade de vida para os
autistas e o apoio a “famílias atípicas”.
Assim como a Enfermeira Laryssa, é profundamente
bolsonarista e evangélica. Também defende o amparo às mulheres e mães solo, “a proteção
da vida e da família”, “a defesa da fé e dos valores cristãos”.
Em 2022, Adriana foi candidata a deputada federal pelo PL.
Obteve 6.429 votos.
Agora, ela é pré-candidata ao mesmo cargo, só que pelo
Republicanos.
No partido de Pazolini, o segundo nome especulado é o da
ex-deputada federal Soraya Manato, secretária de Assistência Social de Vitória
de março do ano passado a abril deste ano.
Soraya estava pré-convocada para compor a chapa do
Republicanos para a Câmara dos Deputados, mas em julho desistiu. A priori, não
é candidata a nada.
O problema, em caso de escalação de Soraya, é
que isso tenderá a fortalecer a candidatura do marido dela, Carlos Manato, a
deputado federal, gerando ciumeira entre os outros candidatos a federal da
chapa.
Com a saída de Evair de Melo (para ser candidato a senador), o
Republicanos poderá eleger um federal, mas as chances de fazer dois diminuíram.
Democrata: três
indicações
Irmão caçula na coligação de Pazolini, o pequeno Democrata
(antigo Partido da Mulher Brasileira) é o único que já indicou nomes para vice.
Emblematicamente, são três mulheres.
A indicação considerada mais forte é a de Hélida Regina
Loreto, 66 anos, líder comunitária e uma das fundadoras da Associação das Paneleiras
de Goiabeiras.
Em 2024, ela concorreu a vereadora de Vitória pelo também
nanico Democracia Cristã (DC). Só recebeu 544 votos.
Em março de 2025, assumiu lugar no Conselho de Segurança de
Vitória, como representante da Regional 6, que abrange Goiabeiras, Jardim da
Penha, Mata da Praia e outros dez bairros.
A segunda indicada é a advogada Elizete Passarela, esposa do
ex-deputado Nilton Baiano – candidato a deputado estadual pela mesma sigla.
A terceira é a também advogada e contadora Graça Foster,
candidata a prefeita de Viana pelo antigo PSL em 2020, tendo obtido apenas 3,32%
dos votos válidos.
O Democrata terá chapa para a Assembleia Legislativa. Mas
nenhuma das três consta em ata como candidata a deputada.
O Democrata é presidido no Espírito Santo por Tenório Merlo.
Seu secretário-geral no Estado vem a ser o empresário Antonio Geraldo Perovano,
reconhecidamente apoiador de Pazolini.
O ex-vereador de Vitória Ademar Rocha também está ajudando Tenório
a conduzir a pequena sigla.
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