Marcelo D2 desembarca no Espírito Santo neste domingo (16) para apresentar ao público capixaba o show de “Manual Prático do Novo Samba Tradicional”, projeto que marca uma nova fase na trajetória do rapper e reafirma sua relação com o samba. O artista é uma das atrações do Festival Movimento Cidade, que acontece no Parque da Prainha, em Vila Velha.
Batizado de Novo Samba Tradicional, o projeto mistura diferentes gerações, ritmos e referências da música brasileira. D2 coloca lado a lado a batida eletrônica da 808 e elementos do rap com a percussão do samba, unindo repique e tantã do Cacique de Ramos, a cuíca ancestral do Mestre Quirino e o pandeiro.
O álbum também é construído a partir de uma narrativa que passa por mulheres importantes na trajetória pessoal e artística do rapper. A proposta é revisitar suas raízes e, ao mesmo tempo, experimentar novas possibilidades para o samba, criando uma ponte entre a tradição dos terreiros e das rodas de samba e a sonoridade urbana do hip-hop.
“Estou seguindo o meu caminho a serviço do samba. O público é grande parte do Novo Samba Tradicional, tem que chegar junto, eu sou uma ferramenta”, afirmou D2 durante a apresentação do projeto.
No Festival Movimento Cidade, o rapper divide a programação da noite com João Gomes, Maré Tardia e um encontro inédito entre Rachel Reis e Marina Sena.
A série é formada por quatro discos, construídos como uma narrativa dedicada a mulheres importantes na vida e na trajetória de Marcelo D2.
O primeiro volume, “Dona Paulete”, foi lançado em dezembro de 2024 e presta homenagem à mãe do artista, Paulete Maldonado, que morreu em 2021. O álbum reúne sete faixas que revisitam clássicos das rodas de samba cariocas, como “Castelo de Um Quarto Só”, “Como Um Caso de Amor” e “Maneiras”, eternizada na voz de Zeca Pagodinho, ao lado de composições autorais, como “Desabafo”, e da inédita “Estou Voltando”, de Almir Guineto, Adalto Magalha e José Roberto Bezerra, o Capri.
Em janeiro de 2025, D2 lançou o segundo capítulo, “Tia Darci”, que conta com a participação do Fundo de Quintal e traz uma nova versão de “A Maldição do Samba”, faixa do álbum À Procura da Batida Perfeita, de 2003.
O terceiro volume, “Luiza”, chegou em março e recebeu o nome da parceira do projeto. Entre as faixas está uma releitura de “Lucidez”, de Jorge Aragão.
O quarto e último volume completa o ciclo e encerra a série dedicada às mulheres que atravessam a história pessoal e musical do artista.
Marcelo Maldonado Peixoto, mais conhecido como Marcelo D2 tem 30 anos de carreira. Criado em Andaraí, fundador do Planet Hemp, banda perseguida nos anos 1990 pelo próprio discurso e vencedora de dois Grammys Latinos em 2024 com Jardineiros.
Marcelo foi o primeiro artista a gravar um samba no Electric Lady Studios, em Jimi Hendrix, Nova York. D2 saiu em turnê pela Europa com um projeto de jazz, levou seu som a 28 países em cinco continentes. São 21 álbuns entre banda e carreira solo, três discos de ouro, nove VMBs e mais de 700 milhões de streams só na discografia solo.
Marcelo D2 no Festival Movimento Cidade
Data: neste domingo (16)
Local: Parque da Prainha, Vila Velha
Ingressos: à venda pelo Sympla, a partir de R$ 107,50
Line-up domingo: Maré Tardia, Rachel Reis com participação especial de Marina Sena, Marcelo D2 e João Gomes.