Primeiramente, é natural que uma briga interna à beira da eleição gere insegurança política para quem quer ser candidato. Por exemplo, alguns candidatos saíram porque em momentos anteriores, quando Marcelino foi o presidente, os impediu de ser candidatos. A crise sempre gera insegurança. Eu não minimizo a crise. A crise é um problema, foi um dano importante para o partido, que causou dificuldades. Mas me deixe te passar um histórico. Quando o Paulo [Hartung] se elegeu governador pela primeira vez, em 2002, nós tínhamos 17 prefeitos. Aí ele foi para a reeleição em 2006. Nesse processo, porque o MDB era poder, vários prefeitos migraram para o partido do governador, aí fomos para 25 ou 26 prefeitos. Depois houve o mandato do renato Casagrande [de 2011 a 2014] e nós voltamos para 15 prefeitos. Então, essa relação com o poder estadual é muito relevante. Nessa crise agora, alguns prefeitos, como o de Anchieta, Fabrício Petri, o de Ibitirama, o de Divino de São Lourenço, enfim, de oito a nove prefeitos que estavam no MDB foram assediados pelo palácio Anchieta e foram para o PSB ou para um partido alternativo da base alternativa. Alguns foram para o Republicanos para se proteger mas não queriam ter relação com o governo. O prefeito de Anchieta {agora no PSB] foi à minha casa e disse: “Olha, preciso sair porque estou sendo orientado a sair e vou para a reeleição. Tenho que pensar no município”. Eu disse a ele que é legítimo. Mas houve um assédio muito grande do Palácio para retirar do MDB prefeitos que com certeza vão se reeleger. Isso fez com que diminuísse esse número de prefeitos que tínhamos.