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Eleições 2020

Com a chegada de aliados de peso, Pazolini ganha força em Vitória

Na corrida à Prefeitura de Vitória, deputado já reúne o apoio de partidos importantes, como o MDB e o DEM. E há fortíssimos indicativos de que o PSDB reforçará a coligação

Publicado em 15 de Setembro de 2020 às 12:59

Públicado em 

15 set 2020 às 12:59
Vitor Vogas

Colunista

Vitor Vogas

Delegado Lorenzo Pazolini, deputado estadual pelo Repblicamos
Delegado Lorenzo Pazolini, deputado estadual pelo Repblicanos Crédito: Lissa de Paula
Cercado pelo apoio de amaristas de um lado e hartunguistas do outro, o deputado estadual Lorenzo Pazolini (Republicanos) está ganhando força neste período decisivo e preparatório da eleição à Prefeitura de Vitória. O delegado saiu desta segunda-feira (14) como o grande vencedor do dia nas articulações político-eleitorais, com a chegada de aliados de peso a seu palanque.
Com a entrada oficial do DEM na nave pilotada por Pazolini, a coligação do deputado (que já era respeitável) ganha ainda mais robustez (incluindo recursos para financiamento de campanha e tempo de TV e rádio). Além do Republicanos (sigla de Amaro Neto) e do DEM, a chapa terá pelo menos outras três agremiações: o MDB do ex-deputado federal Lelo Coimbra, o Partido Trabalhista Cristão (PTC) e o Solidariedade.
Comandado no Estado pelo ex-senador Magno Malta, o Partido Liberal (PL) realiza a sua convenção na tarde desta terça-feira (15) e tende a confirmar o lançamento do engenheiro Halpher Luiggi a prefeito de Vitória. Mas é bem possível que o partido também fique com Pazolini já no 1º turno, até pela proximidade política de Magno com o deputado, conforme afirmou à coluna o presidente do PL em Vitória, Charles Jean, no dia 23 de junho.
Além disso, a convenção do PSDB de Vitória, nesta segunda-feira (14), foi um festival de indícios de que o partido também acabará abraçando a candidatura de Pazolini em Vitória – provavelmente, já no 1º turno. Essa hipótese cresce muito a partir do desmoronamento da pré-candidatura de Luiz Paulo Vellozo Lucas (PSDB), o grande derrotado do dia.
Nem mesmo aliados de Luiz Paulo, que falaram com a coluna sob sigilo, ainda creem em uma reviravolta por decisão da direção nacional que possa “ressuscitar” a candidatura do ex-prefeito, a qual, ao que tudo indica, subiu mesmo no telhado.
Com ele fora da disputa, o caminho fica totalmente livre para os presidentes municipal e estadual do PSDB, Neuzinha de Oliveira e Vandinho Leite, levarem o partido para os braços de Pazolini. A vereadora pode se tornar vice na chapa (o que é muito mais “jogo” para ela que uma candidatura suicida a prefeita), enquanto o deputado estadual tucano é parceiro político de Pazolini na Assembleia Legislativa e na oposição ao governo Casagrande (PSB).

“SINAIS! FORTES SINAIS!” - O NAMORO ABERTO COM OS TUCANOS

Especulado há meses, o apoio do DEM a Pazolini se concretizou no fim da tarde desta segunda-feira (14), em reunião de representantes das duas siglas, incluindo o próprio candidato e o vereador Clebinho, presidente do DEM em Vitória, com as bênçãos da autoridade maior do partido de direita no Estado, o deputado estadual Theodorico Ferraço.
Além dos dois, participaram o presidente estadual do Republicanos, Roberto Carneiro; o presidente estadual do DEM, Diego Libardi; e o vereador de Vitória Sandro Parrini (DEM).
No mesmo instante, enquanto os atores do DEM e do Republicanos fechavam o acordo na Capital, desenrolava-se a convenção municipal do PSDB, na Câmara de Vitória. Mal acabaram de tirar a foto que simbolizou a aliança com o DEM, Pazolini e sua comitiva, incluindo Erick Musso (também do Republicanos) e Roberto Carneiro, rumaram para onde? Para a convenção do PSDB na Câmara – e, logicamente, esse timing não foi coincidência. Há relação direta nessa cadeia de acontecimentos.
Pazolini e seus aliados foram à “festa do PSDB” (precisamente, de Vandinho e de Neuzinha) não só para prestigiar a pré-candidata tucana, mas para sinalizarem o próximo passo: trazer o PSDB para esse mesmo movimento. Para isso, além da sua própria relação estreita com Vandinho, Pazolini poderá contar com o auxílio do próprio Clebinho, presidente do DEM na cidade. Recém-chegado oficialmente à coligação, o vereador é colega de Neuzinha na Câmara, tem ótima relação com ela e verbaliza o papel que cumprirá:
“Estamos juntos, agarrados e misturados. Pazolini é o nosso candidato. Já temos DEM, Republicados, MDB, Solidariedade e PTC. E há outros partidos que têm candidato à prefeitura, com quem vou me sentar para conversar. Vou atrás do Halpher [Luiggi] para dialogar com ele. Também vou conversar com a Neuzinha para tentar trazer o PSDB.”
Além da presença de Pazolini na “festa de Neuzinha” e da manifestação de Clebinho, há o indicativo mais forte de todos dessa provável adesão do PSDB ao candidato do Republicanos em Vitória: a declaração, ou melhor, a hesitação da própria Neuzinha, em entrevista à reportagem de A Gazeta.
Indagada pela repórter Iara Diniz sobre possível aliança com Pazolini – mesmo após ter tido o nome homologado como candidata tucana à prefeitura –, Neuzinha disse que “neste momento”, “até o dia de hoje”, não há chances de ela retirar a sua candidatura para apoiar Pazolini, mas que, até o dia 26, data-limite para registro de candidaturas no TRE, “nada está descartado”. Parece que o discurso já está pronto. Quem quer ser candidato mesmo, de qualquer maneira, estufa o peito e diz "minha candidatura é irreversível, ponto". Não foi o caso.
Por sua vez, como convidado na festa dos outros, Pazolini foi cauteloso na escolha das palavras. Disse que a conversa está sendo democrática, que está respeitando a candidatura de Neuzinha, mas deixou bem claro que ter o apoio do PSDB já no 1º turno é a vontade dele mesmo e do Republicanos.
Minha aposta: essa “festa de Neuzinha”, realizada nesta segunda na Câmara de Vitória, em breve se desdobrará em outra festa, para PSDB e Republicanos celebrarem suas bodas em Vitória, com o primeiro apoiando Pazolini já no 1º turno – quiçá tendo Neuzinha como vice. Vai dar casamento na chapa.

Vitor Vogas

Jornalista de A Gazeta desde 2008 e colunista de Política desde 2015. Publica diariamente informações e análises sobre os bastidores do poder no Espírito Santo

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